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Rubio confirma reunião com autoridades dinamarquesas sobre o território autônomo MADRID 7 jan. (EUROPA PRESS) -
A Casa Branca garantiu que o governo de Donald Trump está discutindo “ativamente” uma possível compra da Groenlândia com a Dinamarca, enquanto o secretário de Estado, Marco Rubio, confirmou uma reunião com autoridades dinamarquesas sobre o território autônomo, no contexto das tensões por causa das aspirações expansionistas sob a justificativa da segurança nacional no Ártico.
“O presidente e sua equipe de segurança nacional estão debatendo ativamente esse assunto. (...) A aquisição da Groenlândia pelos Estados Unidos não é uma ideia nova (...) Considera que o melhor para os Estados Unidos é dissuadir a agressão russa e chinesa na região ártica”, declarou a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, em uma coletiva de imprensa.
Quando questionada sobre a possibilidade de o Exército americano realizar uma operação militar semelhante à realizada na Venezuela nos últimos dias, ela reiterou que Trump “sempre tem todas as opções em aberto enquanto examina o que é melhor para os Estados Unidos”. “Mas a primeira opção do presidente sempre foi a diplomacia”, esclareceu.
Durante sua intervenção, a porta-voz comparou as negociações sobre a Groenlândia com “o caso da Venezuela”, no qual, segundo ela, Trump se esforçou para chegar a um bom acordo, e com os bombardeios contra o Irã em relação às suas capacidades nucleares.
Ao mesmo tempo, em declarações à mídia em Washington, o chefe da diplomacia americana se recusou a abordar o tema “Dinamarca ou uma intervenção militar”, informando que na próxima semana se reunirá “com eles” para ter “essas conversas”.
A confirmação de Rubio vem dias depois que o primeiro-ministro da Groenlândia, Jens Frederik Nielsen, se mostrou aberto ao diálogo com o governo Trump, em linha com o respeito ao Direito Internacional, mas não às “fantasias” de uma eventual anexação. As aspirações expansionistas de Trump sobre a Groenlândia têm sido uma constante desde que ele voltou à Casa Branca há um ano. Sob a justificativa da segurança nacional, apelando para a presença de navios chineses e russos na região, o presidente dos Estados Unidos vem reivindicando o controle da ilha.
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