Publicado 15/04/2026 15:17

A Casa Branca considera "muito provável" que a nova rodada de negociações com o Irã ocorra em Islamabad

8 de abril de 2026, Washington, Distrito de Columbia, Estados Unidos: A secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, fala durante uma coletiva de imprensa na Sala de Coletivas James S. Brady, na Casa Branca, em Washington, D.C., em 8 de abril
Europa Press/Contacto/Mehmet Eser

MADRID 15 abr. (EUROPA PRESS) -

A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou nesta quarta-feira que esperam que as negociações para tentar chegar a um acordo que ponha fim à guerra com o Irã sejam realizadas na capital do Paquistão, Islamabad. “É muito provável que sejam no mesmo local da última vez”, disse ela.

“Os paquistaneses têm sido mediadores excepcionais durante todo este processo, e valorizamos enormemente sua amizade e seus esforços para alcançar este acordo. Eles são os únicos mediadores nesta negociação”, destacou em declarações à imprensa, negando que, por enquanto, tenha sido acordada uma prorrogação do cessar-fogo.

Leavitt afirmou ainda que, embora “muitos países de todo o mundo tenham se oferecido para ajudar” no processo, Washington espera que o Paquistão continue sendo o canal de comunicação para agilizar os contatos entre as partes.

“Estamos otimistas quanto à perspectiva de um acordo. O presidente (dos Estados Unidos, Donald Trump) mencionou isso em sua entrevista de ontem e, obviamente, é do interesse do Irã atender às exigências do presidente", argumentou.

Uma delegação paquistanesa liderada pelo comandante do Exército, Asim Munir, aterrou na capital iraniana, Teerã, no âmbito do processo iniciado no fim de semana passado no Paquistão que visa pôr fim à guerra iniciada no passado dia 28 de fevereiro.

As negociações não resultaram em um acordo para a cessação definitiva das hostilidades, enquanto permanece em vigor um cessar-fogo de 15 dias, que visa precisamente dar espaço à diplomacia para alcançar um pacto mais amplo que ponha fim à ofensiva dos Estados Unidos e de Israel, em troca do levantamento das sanções ao Irã, do retorno à normalidade no Estreito de Ormuz e de que a República Islâmica firme um novo acordo nuclear.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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