Publicado 30/01/2026 01:36

Carney pede aos EUA que "respeitem a soberania canadense" após uma reunião separatista em Alberta

28 de janeiro de 2026, Ottawa, Ontário, Canadá: O primeiro-ministro Mark Carney fala brevemente com a mídia antes de participar de uma reunião do partido no Parlamento em Ottawa, quarta-feira, 28 de janeiro de 2026.
Europa Press/Contacto/Adrian Wyld

MADRID 30 jan. (EUROPA PRESS) - O primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, exortou nesta quinta-feira o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a “respeitar a soberania canadense” após ter sido divulgada uma reunião entre funcionários de Washington e representantes separatistas da região de Alberta.

“Espero que o governo americano respeite a soberania canadense. Sempre sou claro em minhas conversas com o presidente Trump sobre esse ponto e, em seguida, passo para o que podemos fazer juntos”, declarou ele em entrevista coletiva ao ser questionado se considera “interferência estrangeira” a ação do país vizinho.

Carney negou ter falado com Washington sobre o assunto, afirmando que já “existem canais para levantar essas preocupações”. “Não tenho um comentário permanente sobre tudo o que o governo (Trump) faz. Mantenho o que acabei de dizer sobre o respeito à nossa soberania, nossas expectativas em relação ao governo americano e a clareza com que sempre expressei isso diretamente ao presidente”, defendeu.

O chefe do Executivo canadense respondeu assim quando questionado sobre as declarações do secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, que na semana passada sugeriu que “em Alberta poderia ser realizado um referendo sobre se eles querem permanecer ou não no Canadá”. “As pessoas querem soberania. Querem o que os Estados Unidos têm. O Canadá não permitirá que Alberta construa um oleoduto para o Pacífico", afirmou em entrevista concedida à emissora de televisão conservadora Real America's Voice, na qual defendeu que "os habitantes de Alberta são pessoas muito independentes". "Devemos permitir que venham para os Estados Unidos. Alberta é um parceiro natural para o nosso país. Eles têm muitos recursos”, acrescentou. Por sua vez, a primeira-ministra de Alberta, Danielle Smith, expressou-se de forma semelhante a Carney, afirmando que “esperaria que o governo dos Estados Unidos respeitasse a soberania canadense e limitasse o debate sobre o processo democrático de Alberta aos habitantes de Alberta e aos canadenses”.

O primeiro-ministro da província da Colúmbia Britânica, David Eby, foi mais duro, considerando que “ir a um país e pedir ajuda para separar o Canadá (...) existe uma palavra antiquada para isso, e essa palavra é traição”. “Aqueles que solicitam a um governo estrangeiro que tente entrar e assumir o controle de nosso país ou dividi-lo (...) isso não faz parte de nossa visão para o Canadá”, afirmou.

Essas declarações foram feitas horas depois que veio a público um encontro entre líderes do Projeto de Prosperidade de Alberta (APP), um grupo de separatistas de extrema direita, com funcionários do Departamento de Estado. A reunião foi confirmada por Jeff Rath, que participou representando o APP e comemorou em declarações ao Financial Times que “os Estados Unidos estão extremamente entusiasmados com uma Alberta livre e independente”.

Por sua vez, o gabinete dirigido por Marco Rubio defendeu que “o Departamento se reúne periodicamente com representantes da sociedade civil” e garantiu que “como é habitual em reuniões rotineiras como estas, não foi assumido qualquer compromisso”.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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