MADRID 23 jun. (EUROPA PRESS) -
A presidente do Conselho de Estado, a ex-ministra socialista Carmen Calvo, criticou o fato de um “corrupto” como o empresário Víctor de Aldama ter se tornado um “modelo ético” para certas pessoas, ao mesmo tempo em que manifestou sua “tristeza” pela condenação de José Luis Ábalos, defendendo também que se “inicie” uma reflexão para que esse tipo de comportamento não volte a ocorrer na administração pública.
Em entrevista ao programa “Las mañanas de RNE”, divulgada pela Europa Press, Calvo questionou, após a decisão do Supremo Tribunal, quais medidas serão tomadas contra a corrupção. “Que controles, que fórmulas institucionais e legais temos?”, questionou, ao mesmo tempo em que destacou que “a pessoa que cometeu corrupção” vai “tornar-se praticamente uma referência ética em nossas vidas”.
“Não me parece que seja uma saída para um país que precisa se concentrar seriamente nessa questão”, afirmou ela sobre Aldama, por isso insistiu em “tomar decisões legais” e adotar “controles mais do que suficientes”, além de rejeitar “costumes e comportamentos” que não podem ser aceitos. “Em uma democracia como a nossa, o fato de haver um ministro na prisão deve nos fazer refletir a todos, sem exceção. O que seria preciso fazer para evitar isso?”, reiterou.
A ex-ministra afirmou que a sentença contra Ábalos, com quem compartilhou o governo na primeira legislatura do presidente Pedro Sánchez, a entristece “particularmente” porque ela fez parte do projeto progressista e do partido que defende suas ideias. Em sua opinião, esse tipo de comportamento “esmaga o trabalho honesto” de muitas pessoas que se dedicam à política.
“E esse clima geral faz com que muitas pessoas sintam desconfiança em relação ao sistema”, alertou Calvo, para, em seguida, defender que “a mensagem ética” que deve ser transmitida após uma sentença como a do “caso das máscaras” é que “todos temos que colaborar para que não haja nem corruptos nem corruptores”.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático