MADRID 29 jul. (EUROPA PRESS) -
As forças de segurança italianas prenderam nesta terça-feira a deputada pró-bolsonarista Carla Zambelli, condenada a dez anos de prisão por participar de um ataque informático ao Conselho Nacional de Justiça, depois que o Supremo Tribunal brasileiro pediu a Roma sua extradição após ser incluída na lista vermelha da Interpol.
O Ministério da Justiça do Brasil comunicou a prisão, de acordo com o portal de notícias G1. A polícia foi até o apartamento onde ela estava hospedada e efetuou a prisão. Após sua condenação, Zambelli, que também tem nacionalidade italiana, fugiu para os Estados Unidos.
O deputado italiano Angelo Bonelli, da Aliança Verde e Esquerda, informou à polícia italiana o endereço da casa onde ele estava hospedado: "Ele está em um apartamento em Roma. Eu forneci o endereço e a polícia já está identificando-a", disse ele em seu perfil no site de rede social X.
No início de junho, o juiz do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes decretou a prisão do deputado, que fugiu para a Itália para não cumprir pena de dez anos de prisão por invadir o sistema eletrônico do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em 2023. A operação, ordenada por Zambelli, foi executada pelo hacker Walter Delgatti, que foi condenado a oito anos e três meses de prisão no mesmo julgamento.
A parlamentar pretende permanecer no país europeu em virtude de sua dupla nacionalidade, de acordo com seu gabinete. Ela chegou ao país vinda dos Estados Unidos, onde aterrissou na quarta-feira após cruzar a fronteira entre o Brasil e a Argentina.
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