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MADRID 22 maio (EUROPA PRESS) -
O ministro do Interior da Venezuela, Diosdado Cabello, acusou na quarta-feira a líder da oposição, María Corina Machado, de estar por trás da revogação do status de proteção temporária (TPS) de que gozam cerca de 350 mil venezuelanos nos Estados Unidos, depois que a Suprema Corte decidiu na segunda-feira a favor do governo de Donald Trump, permitindo que ele tomasse essa medida.
"Se você está trabalhando, eles tiram sua permissão de trabalho. Graças a quem? Daqui do norte da Venezuela, à María Corina. Essa é a chefe, é ela quem pede tudo e também concorda com tudo o que Trump faz", disse ele durante um programa transmitido pelo canal de televisão estatal VTV.
"Quem são os culpados? María Corina", acrescentou, antes de informar que 380.000 venezuelanos "agora estão expostos ao fato de que podem ser agarrados a qualquer momento e podem fazer o que quiserem com eles".
O líder também garantiu que "tudo é um negócio". "As empresas de segurança de lá montam suas prisões privadas e, com isso, são pagas e reciclam o dinheiro", explicou, ressaltando que "não são exércitos regulares, são mercenários que fazem esse trabalho".
O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, expressou na terça-feira sua "rejeição e repúdio" a uma medida pela qual responsabilizou o secretário de Estado Marco Rubio e a congressista republicana María Elvira Salazar, assegurando que foi "toda a máfia de Miami que pediu para tirar esse status" dos cidadãos venezuelanos.
Um dia antes, a Suprema Corte dos EUA permitiu que o governo Trump revogasse esse status de milhares de migrantes do país caribenho para facilitar sua possível deportação. A mais alta corte dos EUA decidiu a favor da proposta, que busca pôr fim a essa proteção que remonta ao período do ex-presidente Joe Biden na Casa Branca.
A medida adotada por Biden permitiu que os venezuelanos continuassem a se beneficiar de proteção específica até outubro de 2026, o que lhes abriu a porta para trabalhar legalmente nos Estados Unidos. Esse status também os protegeu da deportação iminente.
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