Publicado 22/07/2025 02:47

Caracas acusa Bukele de tentar impedir a saída de 252 venezuelanos presos em El Salvador

Bukele atribui a reação de Caracas ao fato de que "eles ficaram sem reféns do país mais poderoso do mundo" após a troca com Washington.

18 de julho de 2025, San Salvador, El Salvador: Vista de um avião transportando migrantes venezuelanos que estavam presos no Centro de Confinamento de Terrorismo de El Salvador (CECOT) enquanto se prepara para partir para a Venezuela no Aeroporto Internac
Europa Press/Contacto/Camilo Freedman

MADRID, 22 jul. (EUROPA PRESS) -

As autoridades venezuelanas acusaram nesta segunda-feira o presidente de El Salvador, Nayib Bukele, de tentar impedir a troca de prisioneiros que a Venezuela e os Estados Unidos realizaram na semana passada, que levou à libertação de 252 migrantes venezuelanos deportados de Washington para uma prisão salvadorenha e acusados de pertencer ao grupo armado Tren de Aragua.

Isso foi afirmado pelo chefe da comissão de negociação para o resgate dos venezuelanos sequestrados em El Salvador, Jorge Rodríguez, que também é presidente do parlamento venezuelano, em uma transmissão no canal de televisão estatal VTV, na qual ele garantiu que "quando estávamos prestes a abortar a missão, alguém (dos Estados Unidos) ligou para Bukele e o repreendeu, então ele permitiu que os motores fossem ligados e o avião decolasse".

Rodríguez destacou que, quando os venezuelanos estavam prestes a embarcar na aeronave em El Salvador, o líder desse país colocou dois veículos na pista "para evitar que eles decolassem", na tentativa de provocar um acidente.

Ele denunciou que tanto os passageiros quanto a tripulação permaneceram dentro do avião por mais de 40 minutos, sufocados pelo calor. "Quase abortamos a operação por causa da ação de Bukele, já absolutamente prostrado, absolutamente deitado no chão, como o lixo que ele é, cuspido pelos gringos", declarou, antes de garantir que "só respiramos aliviados quando os dois aviões deixaram o espaço aéreo salvadorenho" e de chamar Bukele de "rato".

O presidente venezuelano Nicolás Maduro também se manifestou sobre o assunto, acrescentando que "sabemos em primeira mão (...) a raiva, a loucura e o desespero em que Bukele se encontrava", agora sob investigação da Procuradoria Geral da Venezuela por tortura e violações dos direitos humanos de venezuelanos detidos na macroprisão salvadorenha Centro de Confinamiento del Terrorismo (CECOT).

Por sua vez, Nayib Bukele respondeu a essas acusações com uma breve mensagem em sua conta na rede social X, na qual culpou as declarações de Caracas pelo fato de que "eles acabaram de perceber que ficaram sem reféns do país mais poderoso do mundo".

"Agora estão gritando e se indignando, mas não porque não concordem com o acordo (...)", assegurou depois de indicar que "o regime de Maduro estava satisfeito com o acordo de troca".

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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