Publicado 16/07/2025 08:13

A Cantábria adverte que o pacto de financiamento entre o governo e a Catalunha significaria um "corte" de 420 a 609 milhões de euros

O ministro da economia regional acredita que "com uma boa coordenação parlamentar" as contas regionais poderão ser aprovadas em dezembro.

Sede do Governo de Cantabria
GOBIERNO

SANTANDER, 16 jul. (EUROPA PRESS) -

O ministro da Economia da Cantábria, Luis Ángel Agüeros, advertiu que o novo modelo de financiamento acordado entre o governo central e a Catalunha significaria um "corte" para a região entre 420 e 609 milhões de euros, o que seria "inacessível" para os cofres regionais.

Foi o que disse o ministro da Economia da Cantábria na quarta-feira, em resposta a perguntas da imprensa, na qual ele explicou que, caso esse novo sistema de financiamento seja levado adiante, com base na renda das comunidades autônomas e não nos gastos como atualmente, o governo regional está considerando vários cenários possíveis.

Como ele explicou, o governo calcula um "intervalo" de perdas para a região entre mais de 420 milhões, apenas devido à aplicação do princípio da ordinalidade, e 609 milhões, que seria "o cenário mais desfavorável" em comparação com 2022.

"Seria inacessível. Para a Cantábria, seria um golpe que certamente nos forçaria a reconsiderar a implementação de certas políticas como estão sendo executadas até agora", disse ele.

O ministro pediu um exercício de "responsabilidade" e saudou o fato de os presidentes regionais socialistas também terem anunciado que serão "muito beligerantes" nessa questão.

No caso do governo regional, ele reiterou que eles vão "lutar com unhas e dentes em todas as esferas administrativas e judiciais contra qualquer decisão que seja prejudicial aos interesses da Cantábria".

Em sua opinião, o acordo assinado na última segunda-feira entre o governo central e a Generalitat "não tem a ver diretamente com o financiamento regional", mas "é o primeiro passo para alcançar a autonomia, neste caso a autonomia fiscal" e, portanto, "quanto mais autonomias, mais perto da independência".

"É do interesse de ter um governo fraco", disse o ministro, que destacou que a obrigação legal de apresentar um Orçamento Geral do Estado, mas, pelo terceiro ano consecutivo, "eles não estão aqui nem são esperados".

Com relação à reunião do Conselho de Política Fiscal e Financeira, na qual esse assunto será abordado com a participação de todas as comunidades autônomas e que está programada para o final do verão, Agüeros destacou que "a lei obriga" a comunicar na última semana de julho a estimativa da regra de gastos, os limites de endividamento e o teto de gastos para que as comunidades autônomas saibam quanto vão receber e o máximo que podem gastar para começar a elaborar seus orçamentos para o ano seguinte.

Dessa forma, ele indicou que, quando o Conselho de Política Fiscal e Financeira for realizado, "já estaremos atrasados" na elaboração do orçamento.

Quanto ao acordo com o País Basco para a transferência de quatro benefícios não contributivos, o ministro da Economia da Cantábria considera que esse é "outro sintoma de desigualdade" que "poderia gerar um problema".

APRESENTAÇÃO DE ORÇAMENTOS DENTRO DO PRAZO

Quando perguntado se a Cantábria conseguirá apresentar o orçamento dentro do prazo, o ministro indicou que "estaríamos lá, no limite".

Ele explicou que o "atraso" que ocorreu em outros anos fez com que os governos anteriores apresentassem suas contas no início de novembro, em vez de em outubro. Entretanto, Agüeros acredita que com "uma boa coordenação parlamentar, elas poderiam ser aprovadas em dezembro e entrar em vigor em 1º de janeiro".

"O problema é que quanto mais tempo demorar e quanto mais tempo demorar para nos informar os dados específicos que servirão de base para a elaboração do orçamento, mais às cegas teremos de agir", destacou, assegurando que o governo central já tem esses dados, mas "está esperando o momento" para "tomar providências" e "amarrá-los".

Agüeros fez essas declarações na apresentação do 'Projeto SMART Coast' no Governo.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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