Publicado 23/04/2026 02:31

O candidato Sánchez supera López Aliaga por quase 19 mil votos após a conclusão da apuração das cédulas no Peru

Dez dias após o início da votação no Peru, ainda faltam ser contabilizados “5,574%” dos boletins eleitorais que “precisam ser revisados”

12 de abril de 2026, Lima, Peru: Homem votando em um centro eleitoral, enquanto a maioria dos cidadãos peruanos faz fila para votar em escolas, universidades e centros esportivos por todo o país nas eleições gerais de 2026.
Europa Press/Contacto/Carlos Garcia Granthon

MADRID, 23 abr. (EUROPA PRESS) -

O candidato à Presidência pelo partido Juntos pelo Peru, Roberto Sánchez, surge como a alternativa que passará para o segundo turno junto com Keiko Fujimori, do partido Força Popular, após ter alcançado pouco mais de 12% dos votos com 94,5% das cédulas apuradas, o que o coloca cerca de 19.000 votos à frente do candidato do Renovación Popular, Rafael López Aliaga, enquanto se aguarda a incorporação das demais cédulas, já processadas.

Especificamente, atrás de Fujimori, que obteve mais de 17% dos votos (2.714.304), encontram-se neste momento Sánchez, com um total de 1.915.231 votos, e López Aliaga, com 1.896.453 (11,9%), de acordo com o site oficial habilitado para a apuração.

Foi às 19h20 (02h20, horário da Península Ibérica e das Ilhas Baleares) que o Escritório Nacional de Processos Eleitorais (ONPE) do Peru anunciou que havia sido atingido “100%” das atas “processadas”, faltando ainda revisar “5,574%” correspondentes a “atas observadas”.

“Para chegar à contagem de 100% das cédulas, o órgão eleitoral deverá aguardar que as cédulas observadas sejam resolvidas pelos diversos júris eleitorais especiais”, indicou a Oficina, ressaltando que “elas apresentam incidências ou inconsistências que requerem revisão”. “Essas atas são encaminhadas ao Júri Eleitoral Especial (JEE) correspondente para avaliação, de acordo com a legislação eleitoral vigente”, acrescentou.

Marcada por irregularidades registradas durante o dia de votação de 12 de abril, vale destacar que nesta quarta-feira o Ministério Público do país solicitou a “prisão preventiva” do até então chefe da ONPE, Piero Corvetto, que renunciou nesta terça-feira alegando “problemas técnicos operacionais” ocorridos durante as eleições, que tiveram que ser prorrogadas por mais um dia, depois que cerca de 60 mil eleitores não puderam exercer seu direito de voto devido ao fechamento de seus centros eleitorais ou à falta de material eleitoral em outros.

O lugar de Corvetto foi assumido, na qualidade de chefe interino da ONPE, por Bernardo Pachas, que, em declarações recolhidas pelo jornal “La República”, destacou que “as atas processadas” não são a mesma coisa que “as computadas”, para, em seguida, ressaltar que espera encerrar nesta sexta-feira, 24 de abril, os resultados da eleição presidencial.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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