Publicado 28/06/2026 10:14

O candidato Roberto Sánchez e seus apoiadores exigem “justiça eleitoral” em uma manifestação em Lima

4 de junho de 2026, Lima, PERU: O candidato à presidência ROBERTO SANCHEZ, do partido “Juntos pelo Peru”, discursa para seus apoiadores durante seu comício de encerramento de campanha em Lima
Europa Press/Contacto/Mariana Bazo

MADRID 28 jun. (EUROPA PRESS) -

Grupos sociais, simpatizantes e militantes do Juntos pelo Peru (JP) realizaram uma marcha neste último sábado pelo centro de Lima para exigir “justiça eleitoral” no contexto da recontagem do segundo turno das eleições presidenciais, nas quais o candidato de esquerda Roberto Sánchez enfrenta a candidata de extrema direita Keiko Fujimori, do partido Força Popular.

A manifestação começou na avenida 9 de Dezembro, onde fica a sede do JP, com o próprio Sánchez à frente, em defesa dos votos da última 7 de junho.

Entre os participantes, havia delegações vindas das regiões de Ica, Apurímac e Cajamarca, e era possível ver faixas com slogans como “Abaixo o pacto mafioso”, “O povo unido jamais será vencido” ou “Fujimori, nunca mais”.

Antes do início da marcha, Sánchez defendeu a “transparência eleitoral” e questionou a alteração do regulamento eleitoral para o voto no exterior no segundo turno.

Além disso, ele manifestou sua rejeição à denúncia criminal apresentada pela Procuradoria Pública Especializada em Crimes contra a Ordem Pública contra nove pessoas pelo suposto crime de perturbação da tranquilidade pública em detrimento do Estado peruano. O candidato classificou a ação como “perseguição política”.

Sánchez anunciou “novas jornadas de luta” e que entrarão com um recurso de amparo perante o Poder Judiciário, ao considerar que direitos constitucionais foram afetados, como a participação política em um processo eleitoral transparente. Além disso, recorrerão a instâncias internacionais.

Por outro lado, o congressista do JP, Jaime Quito Sarmiento, manifestou sua preocupação com a denúncia formulada por Elar Bolaños Llanos, quem, em sua carta de renúncia ao cargo de Secretário-Geral do Escritório Nacional de Processos Eleitorais (ONPE), afirmou que os equipamentos de computação foram manipulados e que foram alterados dados relacionados a solicitações registradas no Sistema de Gestão Documental.

De acordo com os resultados da ONPE, com 99,987% dos votos apurados, Keiko Fujimori obteve 50,134% dos votos, enquanto Roberto Sánchez alcançou 49,866%.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

Contador

Contenido patrocinado