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MADRID 28 maio (EUROPA PRESS) -
O candidato à Presidência do Peru, Roberto Sánchez, adiantou que renunciará e convocará eleições caso se depare com um Congresso que o impeça de governar, uma situação que já foi vivida pelo ex-presidente Pedro Castillo, que optou, sem sucesso, por dissolver a Câmara, o que lhe rendeu uma condenação de mais de onze anos de prisão pelo crime de rebelião.
"As forças golpistas precisam saber que aqui ninguém recua", afirmou o candidato da Juntos pelo Peru, em um comício realizado na quarta-feira em Ventanilla, na província de Callao. "Ousem, estamos prontos", desafiou.
"Nós vamos nos retirar se não respeitarem a democracia nem a vontade do nosso povo. Perfeito, estou disposto a renunciar e convocar novas eleições gerais”, declarou Sánchez, segundo o jornal “La República”.
A antecipação das eleições é vista por alguns como uma medida rápida para tentar resolver as constantes crises políticas e destituições de presidentes que parecem ser uma constante no Peru, que já viu passar até oito chefes de Estado na última década.
Já em 2023, essa questão foi levantada após a tentativa fracassada do ex-presidente Castillo de dissolver um Congresso que lhe era hostil e de arrogar-se maior autoridade; no entanto, o Parlamento rejeitou o projeto de reforma constitucional para a realização de eleições antecipadas.
Em 12 de abril, os peruanos foram às urnas para sair da enésima crise política que abala o país. Após uma disputa acirrada entre Sánchez e o conservador Rafael López Aliaga pelo segundo lugar, foi finalmente o candidato do Juntos por o Peru quem enfrentará, em 7 de junho, Keiko Fujimori, que, com esta, já soma quatro tentativas de seguir os passos de seu pai, Alberto Fujimori.
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