Europa Press/Contacto/Henrique Casinhas
MADRID 13 jan. (EUROPA PRESS) - O candidato à Presidência de Portugal pela Iniciativa Liberal, João Cotrim de Figueiredo, considerou nesta terça-feira como “informação relevante” o fato de a mulher que o denunciou na véspera por assédio sexual trabalhar para o governo, antecipando que apresentará uma queixa por difamação antes do final da campanha.
Cotrim De Figueiredo alertou que isso indica que nos órgãos de soberania do país “há alguém que publica mentiras” e que está à espera da aprovação de seu advogado para apresentar uma ação “antes do fim da campanha” neste sábado, um dia antes das eleições, segundo a imprensa portuguesa.
Quinto nas pesquisas que prevêem um empate técnico entre quatro candidatos, o candidato liberal garantiu que não pretende cair em “teorias da conspiração”, mas que considera “suspeito” o momento em que se insere essa “manobra política suja”.
“Isso tem a ver com alguma tática política contra a minha candidatura, temendo que eu possa ofuscar ou excluir alguém do segundo turno”, argumentou o candidato nesta terça-feira.
Nesta mesma terça-feira, cerca de trinta mulheres que trabalham e colaboram com ele no partido publicaram uma carta de apoio na qual negam ter “vivido ou testemunhado” comportamentos “inadequados” por parte do político luso. Elas rejeitam atitudes de assédio e defendem que, em contextos de trabalho com várias mulheres da equipe, “o ambiente se manteve profissional e respeitoso”. Este grupo de mulheres salienta que “optam por falar” porque “o silêncio de quem conhece a realidade também pode ser uma forma de injustiça”. DENÚNCIAS POR ASSÉDIO
Nesta segunda-feira, uma ex-assessora da Iniciativa Liberal denunciou nas redes sociais, em uma publicação que foi posteriormente eliminada, o “desafio” que representava trabalhar com Cotrim de Figueiredo, mencionando comentários sexuais ou represálias contra quem não pensa como ele.
Cotrim de Figueiredo reconheceu que está passando por “momentos difíceis” e que está tendo “muita dificuldade para digerir” uma situação “muito dolorosa”. No entanto, ele ressaltou que não pretende se retirar da corrida eleitoral e pediu aos portugueses que “não se deixem enganar por esse tipo de campanha suja” antes de irem votar neste domingo.
A oposição concordou em apontar a gravidade dessas acusações, enquanto Ventura optou por dirigir suas críticas a Cotrim de Figueiredo por supostamente ter recuado em sua ideia de apoiá-lo em um segundo turno eleitoral, evitando transformar essas acusações de assédio em um tema de campanha.
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