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MADRID 7 abr. (EUROPA PRESS) -
O candidato à presidência Abelardo de la Espriella acusou o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, de querer desacreditá-lo ao associá-lo à empresa Thomas Greg & Sons — da qual foi retirada a licitação para suspender passaportes por suspeitas de irregularidades — e, em última instância, matá-lo, anunciando que relatará o caso ao secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio.
“Petro quer me silenciar; me mandar matar”, afirmou o candidato ultraconservador em entrevista à Blu Radio, na qual garantiu que o presidente colombiano pretende prejudicar sua imagem pública de cara ao primeiro turno das eleições de 31 de maio, no qual parte como terceiro colocado, segundo as pesquisas.
Essas declarações são uma resposta a uma mensagem de Petro nas redes sociais, na qual ele menciona uma suposta reunião entre De la Espriella e os proprietários dessa empresa colombiana, segundo relatórios da Inteligência, aos quais teria sido prometido a devolução desse contrato público para a emissão dos passaportes.
“Petro vem inventando várias histórias para lançar as bases de uma armação que estão tramando”, acusou, ao mesmo tempo em que reiterou não conhecer os proprietários dessa empresa, cujo contrato foi cancelado em setembro de 2023, depois que o governo constatou irregularidades na forma como foi concedido durante o mandato anterior do ex-presidente Iván Duque.
“Não tenho nada a ver com a empresa Thomas Greg, não conheço seus proprietários e não tenho nada a ver com a questão dos passaportes”, insistiu De la Espriella. “Eles estão com medo porque sabem que, comigo, as coisas são diferentes”, disse ele.
Além disso, ele alertou que essa mensagem de Petro nas redes sociais sugere que ele poderia estar sendo alvo de escutas ilegais por parte da Inteligência, com base nessas supostas reuniões mencionadas pelo presidente. “Se há escutas, que as mostrem e digam qual juiz as autorizou”, exigiu.
Para De la Espriella, seria “da maior gravidade” se se confirmasse que o Estado espionou um candidato presidencial em plena campanha eleitoral, e ele confirmou que já levou o caso ao conhecimento de organismos internacionais, como a União Europeia, e de altos funcionários, como Rubio.
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