Publicado 19/04/2026 00:47

O candidato do partido no poder, Iván Cepeda, desafia a extrema direita a realizar um debate "verdadeiramente democrático"

O líder do Pacto Histórico lamenta as “calúnias e insultos” na campanha e pede que se discutam “propostas de fundo” sob regras acordadas

Archivo - Arquivo - 20 de janeiro de 2026, Bogotá, Bogotá D.C., Colômbia: O candidato à presidência Iván Cepeda, da coalizão Pacto Histórico, discursa durante um comício em Bogotá, Colômbia, em 20 de janeiro de 2026.
Europa Press/Contacto/Sebastian Barros - Arquivo

MADRID, 19 abr. (EUROPA PRESS) -

O candidato da coalizão governista colombiana às eleições de maio próximo, Iván Cepeda, desafiou publicamente a senadora Paloma Valencia e o advogado Abelardo De la Espriella, ambos identificados pelo candidato como representantes da “extrema direita”, a participar de um debate centrado em propostas e modelos para o país, longe de falsidades e “agressões” de qualquer tipo.

Assim, Cepeda defendeu a necessidade de transferir o confronto político para um terreno programático: “Desafio a extrema direita, suas duas candidaturas (...) a debatermos sobre propostas de fundo, visões de país e modelos de desenvolvimento e de equidade social”, afirmou em um comunicado compartilhado nas redes sociais.

O candidato à presidência destacou que o momento político atual exige uma escolha entre projetos nacionais opostos, no que descreveu como uma escolha entre “aprofundar a mudança social pela vida” ou retornar a “um passado de acumulação predatória que mergulhou o povo na pobreza e na violência”.

Nesse contexto, Cepeda criticou o tom da campanha de seus adversários e os instou a abandonar o que classificou como práticas de confronto pessoal.

“Chegou a hora de passarmos do confortável exercício praticado pela candidata Valencia e pelo candidato De la Espriella de caluniar, insultar e agredir, para um debate aprofundado, conceitual, argumentativo e estruturado, sobre ideias e propostas”, afirmou.

O candidato do Pacto Histórico precisou ainda que qualquer eventual debate deverá ser organizado sob condições previamente acordadas. Segundo ele, isso incluiria o formato, a pauta, os moderadores e o local. “Não vou me prestar à manipulação midiática e à política do espetáculo”, advertiu.

Assim sendo, para garantir essas condições, Cepeda anunciou que sua campanha designará uma equipe de negociadores encarregada de negociar os termos do eventual encontro. O objetivo, acrescentou, é garantir que “esse exercício político seja realmente democrático”.

Durante uma intervenção pública em Sumapaz, o candidato também vinculou sua proposta política à defesa do campesinato e às reformas agrárias em andamento, algo que qualificou como fundamental nas lutas rurais do país.

Nesse sentido, ele afirmou que, após anos de políticas adversas a essas comunidades, a Colômbia começa a registrar avanços na área agrária, e antecipou que um eventual novo ciclo de governo progressista impulsionaria uma “Revolução Agrária” com maior participação camponesa na tomada de decisões sobre o uso do solo e o ordenamento territorial.

Além disso, anunciou a intenção de avançar na criação de zonas de reserva camponesa em San Bernardo, Pasca e Fusagasugá, com o objetivo de consolidar um corredor territorial que contribua para a proteção do páramo de Sumapaz e para o fortalecimento da economia rural.

Este apelo para um debate público surge um dia depois de o presidente colombiano, Gustavo Petro, ter informado que a Agência Central de Inteligência (CIA) dos Estados Unidos possui “dados reais e concretos” sobre um possível plano para atentar contra o candidato do partido no poder nas eleições de maio próximo.

Diante dessa informação, o próprio Cepeda garantiu que solicitará às autoridades competentes detalhes sobre essa questão, que classificou como “séria” e “grave”, embora tenha ressaltado que “sob nenhuma circunstância” abandonará seu trabalho político nem a campanha eleitoral.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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