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MADRID 26 mar. (EUROPA PRESS) -
O candidato à presidência Abelardo de la Espriella afirmou que, caso seja eleito presidente da Colômbia, entregaria o atual presidente, Gustavo Petro, às autoridades dos Estados Unidos, caso estas o solicitassem — declarações que fazem alusão às supostas investigações de Washington sobre tráfico de drogas.
“Milhares de colombianos foram extraditados por conspiração para o tráfico de drogas”, lembrou o candidato ultraconservador, para quem essas investigações, das quais a mídia norte-americana vem falando, são resultado do que ele considera a política fracassada de Petro contra as drogas.
“Se você é presidente e entrega uma região como o Catatumbo para que se torne uma zona franca do tráfico de drogas e suspende programas de interdição e fumigação, temos uma clara conspiração e isso, à luz da lei norte-americana, pode constituir um crime”, avaliou em entrevista à Caracol Radio.
“Se eu for presidente e me pedirem a extradição dele, eu o entrego”, enfatizou De la Espriella, que mantém uma disputa acirrada com a outra principal candidata da direita colombiana, Paloma Valencia, para ver quem será o adversário do candidato do partido governista, Iván Cepeda, no segundo turno.
O “The New York Times” publicou na semana passada que as promotorias de Manhattan e Brooklyn abriram investigações contra o presidente colombiano, Gustavo Petro, por supostas ligações com o tráfico de drogas, entre elas o financiamento de sua campanha de 2022 com dinheiro proveniente do tráfico, alegação que o presidente nega.
A suposta investigação, sobre a qual Washington não deu confirmação oficial, surge em um momento em que a relação entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e Petro havia se estabilizado, após vários meses de ameaças, acusações e até mesmo insultos por parte do americano.
Em plena campanha eleitoral na Colômbia, onde o candidato alinhado a Cepeda parte como favorito, não seria a primeira vez que Trump se intromete nos processos eleitorais da região, chegando até mesmo a condicionar qualquer tipo de ajuda à vitória de seu favorito, como já ocorreu no caso de Honduras.
De acordo com uma pesquisa recente do Centro Nacional de Consultoria, De la Espriella tem 15,7% da intenção de voto no primeiro turno, atrás dos 22,2% de Paloma Valencia, que pela primeira vez se coloca como a primeira opção entre o eleitorado conservador. Cepeda lidera a opinião geral com 34,5% dos apoios.
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