Publicado 26/03/2026 08:48

O candidato de direita De la Espriella afirma que entregaria Petro aos EUA se fosse eleito presidente

12 de março de 2026, Cali, Valle del Cauca, Colômbia: O candidato à presidência da Colômbia, Abelardo de la Espriella, oficializa sua campanha para as eleições presidenciais ao lado de seu vice, José Manuel Restrepo, em Cali, Colômbia, no dia 13 de março
Europa Press/Contacto/Sebastian Marmolejo

MADRID 26 mar. (EUROPA PRESS) -

O candidato à presidência Abelardo de la Espriella afirmou que, caso seja eleito presidente da Colômbia, entregaria o atual presidente, Gustavo Petro, às autoridades dos Estados Unidos, caso estas o solicitassem — declarações que fazem alusão às supostas investigações de Washington sobre tráfico de drogas.

“Milhares de colombianos foram extraditados por conspiração para o tráfico de drogas”, lembrou o candidato ultraconservador, para quem essas investigações, das quais a mídia norte-americana vem falando, são resultado do que ele considera a política fracassada de Petro contra as drogas.

“Se você é presidente e entrega uma região como o Catatumbo para que se torne uma zona franca do tráfico de drogas e suspende programas de interdição e fumigação, temos uma clara conspiração e isso, à luz da lei norte-americana, pode constituir um crime”, avaliou em entrevista à Caracol Radio.

“Se eu for presidente e me pedirem a extradição dele, eu o entrego”, enfatizou De la Espriella, que mantém uma disputa acirrada com a outra principal candidata da direita colombiana, Paloma Valencia, para ver quem será o adversário do candidato do partido governista, Iván Cepeda, no segundo turno.

O “The New York Times” publicou na semana passada que as promotorias de Manhattan e Brooklyn abriram investigações contra o presidente colombiano, Gustavo Petro, por supostas ligações com o tráfico de drogas, entre elas o financiamento de sua campanha de 2022 com dinheiro proveniente do tráfico, alegação que o presidente nega.

A suposta investigação, sobre a qual Washington não deu confirmação oficial, surge em um momento em que a relação entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e Petro havia se estabilizado, após vários meses de ameaças, acusações e até mesmo insultos por parte do americano.

Em plena campanha eleitoral na Colômbia, onde o candidato alinhado a Cepeda parte como favorito, não seria a primeira vez que Trump se intromete nos processos eleitorais da região, chegando até mesmo a condicionar qualquer tipo de ajuda à vitória de seu favorito, como já ocorreu no caso de Honduras.

De acordo com uma pesquisa recente do Centro Nacional de Consultoria, De la Espriella tem 15,7% da intenção de voto no primeiro turno, atrás dos 22,2% de Paloma Valencia, que pela primeira vez se coloca como a primeira opção entre o eleitorado conservador. Cepeda lidera a opinião geral com 34,5% dos apoios.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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