Europa Press/Contacto/Abdul Kader Al Bay
MADRID 14 abr. (EUROPA PRESS) -
A ministra das Relações Exteriores do Canadá, Anita Anand, denunciou nesta segunda-feira a morte de um cidadão canadense no sul do Líbano, um acontecimento sobre o qual não ofereceu nenhuma explicação, enquanto sua família afirmou que ele foi vítima de um ataque com drone perto da cidade de Tiro, na província do Sul, que tem sido alvo frequente de ataques do Exército de Israel.
“Hoje tomei conhecimento do falecimento de um cidadão canadense no sul do Líbano. Em nome do Governo do Canadá, transmito minhas mais sinceras condolências à sua família e entes queridos, bem como a toda a comunidade. Funcionários do Ministério de Relações Exteriores do Canadá estão em contato com a família para oferecer a assistência consular necessária”, afirmou Anand em um comunicado.
Nesse comunicado, no qual não fez referência à forma como o homem em questão faleceu nem ao motivo de sua morte, a chefe da diplomacia canadense quis enfatizar que “o Canadá apoia firmemente os esforços do governo libanês para restaurar e exercer a plena autoridade do Estado, inclusive por meio do desarmamento do (partido-milícia xiita libanês) Hezbollah”.
“Apelamos a Israel para que cesse seus ataques e encorajamos Israel e o Líbano a alcançarem uma solução diplomática duradoura para pôr fim ao conflito”, acrescentou ela, referindo-se às negociações entre os dois governos, rejeitadas pelo referido grupo xiita, que denuncia que Israel “não cumpriu nem uma única cláusula” do cessar-fogo alcançado em novembro de 2024 e que os ataques israelenses aumentaram em nome da ideia do “Grande Israel” que atribui ao primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu.
Paralelamente, o Conselho Nacional de Muçulmanos Canadenses (NCCM, na sigla em inglês) convocou uma vigília pelo “orgulhoso morador de Windsor e canadense” Hassan Haider, a quem descreveu como “o primeiro canadense assassinado pelas forças israelenses desde a recente invasão do Líbano”. “Ele deixa para trás uma linda família: sua esposa e cinco filhos, o menor com um ano de idade”, acrescenta o comunicado.
Vários familiares do falecido participaram da vigília, entre eles alguns de seus irmãos, que afirmaram que Hassan tinha 38 anos e que “estava cuidando de seus cavalos quando foi atacado por um drone”.
Especificamente, sua irmã Fátima contou que Hassan estava falando ao telefone com sua esposa na madrugada de sexta-feira quando ouviu os gritos de uma pessoa lá fora. “Ele desligou o telefone e correu em direção àquela pessoa, e os paramédicos nos disseram depois que ele não chegou muito longe”, relatou ela diante da mídia, da família e dos amigos presentes na cerimônia.
“Ele sonhava em ter a maior fazenda de cavalos do Líbano”, lembrou ela. “Ele arriscou a vida para cuidar de seus animais, que amava, e não abandoná-los, já que não tinha como levá-los para um lugar seguro. Ele se certificou de que sua família, sua esposa, devastada pela tragédia, e seus cinco filhos estivessem a salvo, e depois voltou para seus cavalos”, declarou.
O evento também contou com a participação de seu irmão, Hussein, que questionou o governo canadense por “tornar-se um mero espectador, um facilitador indireto”. “Onde estão suas ações a respeito?”, questionou. “Se você me pede perdão e me dá os pêsames, de que isso me servirá?”, perguntou-se.
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