Europa Press/Contacto/Adrian Wyld - Arquivo
MADRID 20 mar. (EUROPA PRESS) -
O governo canadense disse nesta quarta-feira que a China executou quatro cidadãos canadenses desde o início do ano, todos eles acusados pelas autoridades chinesas de "delitos relacionados a drogas".
A ministra canadense das Relações Exteriores, Melanie Joly, confirmou o número de executados em declarações à imprensa fora de uma reunião de gabinete em Ottawa: "Quatro canadenses foram executados e, portanto, condenamos veementemente o que aconteceu", disse ela.
"Na semana passada, estive em contato com a equipe (diplomática) na China e em Ottawa, que está apoiando essas famílias nesse momento difícil. Continuaremos a dialogar com a China, não apenas condenando veementemente (os acontecimentos), mas também pedindo clemência para outros canadenses que enfrentam situações semelhantes", disse.
A esse respeito, ele relatou que essa é uma questão que ele vem acompanhando "muito de perto pessoalmente há meses", assim como o ex-primeiro-ministro Justin Trudeau (2013-2025). "Estamos nos certificando de pressionar a China", disse o chefe da diplomacia canadense.
Joly explicou que não poderia entrar em detalhes porque as famílias pediram às autoridades que garantissem a proteção de sua privacidade. Ele apenas confirmou que "todos eles estavam enfrentando acusações relacionadas a atividades criminosas, de acordo com a China, relacionadas a drogas".
A embaixada chinesa em Ottawa defendeu as execuções em declarações à rede de televisão canadense CBC News, enfatizando que "quem quer que viole a lei da China deve ser responsabilizado de acordo com a lei". "A China sempre impõe penalidades severas para crimes relacionados a drogas e mantém uma atitude de 'tolerância zero'", afirmou.
"Os fatos dos crimes cometidos pelos cidadãos canadenses envolvidos nos casos são claros e as provas são fortes e suficientes", acrescentou a legação diplomática, que não forneceu as identidades dos executados ou os crimes específicos. Ela disse que os casos foram tratados "em estrita conformidade com a lei" e que seus direitos foram "totalmente garantidos".
Após a reação das autoridades canadenses, ele pediu que o lado canadense "respeitasse o estado de direito e a soberania judicial da China, parasse de fazer declarações irresponsáveis, trabalhasse na mesma direção que a China e promovesse conjuntamente a melhoria e o desenvolvimento das relações China-Canadá com ações concretas".
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático