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MADRID 26 mar. (EUROPA PRESS) -
O governo do Canadá anunciou nesta quinta-feira a imposição de sanções adicionais contra cinco pessoas e quatro empresas do Irã acusadas de fornecer tecnologia para a fabricação de armas da Guarda Revolucionária Iraniana.
A medida afeta “empresários e empresas iranianas diretamente envolvidos nas redes de aquisição que produzem e fornecem tecnologia sofisticada para apoiar a produção e a transferência de armas do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (CGRI)”, informou em comunicado a ministra das Relações Exteriores, Anita Anand.
A chefe da diplomacia canadense advertiu no mesmo comunicado que a transferência de armas por parte de Teerã para outros atores “alimenta o conflito armado, ameaça a soberania de outros Estados e viola as normas internacionais” e destacou o anúncio como uma “mensagem clara e inequívoca” contra “aqueles que contribuem para as atividades desestabilizadoras do Irã”.
“O Canadá continuará tomando medidas concretas para combater as atividades desestabilizadoras do Irã, defender o direito internacional e apoiar o povo iraniano em sua busca por liberdade, dignidade e respeito aos seus direitos humanos”, acrescentou.
O governo canadense sancionou, nos últimos dois anos, 227 pessoas e 260 entidades iranianas acusadas de “intimidação, violência e repressão transnacional”, incluiu a Guarda Revolucionária em sua lista de organizações terroristas — na qual também figuram o Movimento de Resistência Islâmica (Hamas), o Hezbollah e os rebeldes houthis do Iêmen— e, em dezembro do ano passado, confirmou a designação do Irã como “Estado estrangeiro que apoia o terrorismo”.
Essas sanções surgem em meio à guerra desencadeada no Oriente Médio, desde que os Estados Unidos e Israel lançaram uma ofensiva surpresa contra o Irã, matando o líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei, no último dia 28 de fevereiro. Desde então, o Irã tem respondido atacando território israelense e interesses de Washington em países do Golfo Pérsico, além de bloquear o Estreito de Ormuz.
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