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O Canadá denuncia o “mau tratamento” aos ativistas da frota, enquanto o governo holandês fala de uma ação que “viola a dignidade humana básica”
MADRID, 20 maio (EUROPA PRESS) -
O Canadá e a Holanda anunciaram nesta quarta-feira a convocação dos embaixadores israelenses em seus respectivos países, somando-se assim à França, Itália e Espanha, após a polêmica suscitada pelo vídeo publicado pelo ministro da Segurança Nacional de Israel, o ultradireitista Itamar Ben Gvir, repreendendo os ativistas detidos, algemados e ajoelhados, no porto de Ashdod.
“Ordenei aos meus funcionários que convocassem o embaixador israelense em relação aos maus-tratos a civis a bordo da frota. O que vimos, incluindo o vídeo compartilhado por Itamar Ben Gvir, é profundamente preocupante e absolutamente inaceitável”, declarou a ministra das Relações Exteriores do Canadá, Anita Anand, em um vídeo divulgado nas redes sociais.
A titular da pasta diplomática lembrou que seu governo “já impôs sanções severas” ao político de extrema direita, “incluindo o congelamento de bens e a proibição de viajar, em resposta à sua repetida incitação à violência”. “A proteção dos civis e o respeito à dignidade humana devem prevalecer em todos os momentos”, defendeu.
Por sua vez, o ministro das Relações Exteriores da Holanda, Tom Berendsen, anunciou a mesma medida em suas redes sociais após discutir o incidente com seu homólogo israelense, Gideon Saar. “As imagens compartilhadas pelo ministro extremista Ben Gvir de ativistas da frota detidos são chocantes e inaceitáveis. Esse tratamento aos detidos viola a dignidade humana básica”, denunciou.
Apesar disso, Berendsen destacou que tanto Saar quanto o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, se “distanciaram claramente dessa conduta” e exigiu que “Israel trate todos os passageiros de acordo com o Direito Internacional e garanta a segurança dos cidadãos holandeses”.
Com o Canadá e a Holanda, já são pelo menos cinco os países que decidiram convocar os representantes de Israel em seus respectivos territórios pela mesma causa, e enquanto as autoridades da Polônia manifestaram sua preocupação com seus cidadãos detidos e esperam “uma explicação urgente de todas as circunstâncias da operação militar israelense em águas internacionais”.
O vídeo começa mostrando como vários agentes agarram pela cabeça e obrigam a se ajoelhar uma ativista algemada que gritava “Palestina livre” na chegada do ministro ao local onde se encontram os detidos. Além disso, surgiram imagens de Ben Gvir agitando uma bandeira israelense e caminhando entre ativistas internacionais algemados e ajoelhados no porto de Ashdod, para onde chegaram após a interceptação, em águas internacionais do Mar Mediterrâneo, de uma nova frota.
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