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MADRID 7 abr. (EUROPA PRESS) -
O primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, afirmou nesta terça-feira que o país vem instando “todas as partes” envolvidas no conflito no Irã a não atacarem civis nem suas infraestruturas, faltando poucas horas para o término do ultimato lançado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para que o Irã concorde com uma trégua e reabra o Estreito de Ormuz.
“O Canadá espera que todas as partes neste conflito, em qualquer conflito, respeitem o Direito Internacional e as normas de combate, e isso significa, evidentemente, não atacar civis nem infraestruturas civis”, afirmou o líder canadense em um evento em Ontário, em declarações divulgadas pela emissora CBC.
Carney insistiu que a diplomacia canadense levantou essa questão “publicamente e em privado”, embora ela não esteja “no centro” das negociações de paz. “Muitas vezes há uma discrepância entre o que se diz publicamente e o que ocorre em privado”, explicou.
De qualquer forma, sobre seu apoio inicial à ofensiva lançada conjuntamente pelos Estados Unidos e pelo Irã, Carney enfatizou a “conveniência” de pôr fim ao terrorismo patrocinado pelo Irã e às suas ambições nucleares. “Isso continua sendo verdade”, disse ele sobre sua posição no início da guerra.
De qualquer forma, ele ressaltou que o Canadá faz uma distinção entre alcançar esses objetivos e “as obrigações decorrentes do Direito Internacional”.
Essas declarações surgem em meio ao ultimato do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de lançar ataques massivos caso Teerã não aceite, em questão de horas, uma trégua que inclua a reabertura do estreito de Ormuz. Países como a Itália ou a França criticaram as ameaças de atacar infraestruturas civis e alertaram que o prazo imposto pelos Estados Unidos pode levar a uma intensificação sem precedentes da guerra.
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