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MADRID 10 set. (EUROPA PRESS) -
A ministra canadense das Relações Exteriores, Anita Anand, anunciou nesta quarta-feira que o Canadá está "avaliando a relação com Israel" após o ataque à capital do Catar, Doha, e depois que a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, propôs a suspensão parcial do acordo comercial entre a União Europeia e Israel.
"Estamos avaliando o relacionamento com Israel. É claro que o ataque de ontem no Qatar foi inaceitável. Foi uma violação do espaço aéreo do Catar. Pessoas foram mortas em (seu) território em um momento em que o Catar estava tentando facilitar a paz. Há muitos fatores em jogo no Oriente Médio no momento e, no fundo, a posição do Canadá é que devemos trabalhar pela paz (na região) e lidar com a situação humanitária em Gaza", disse ele.
Nesse sentido, ele enfatizou que o governo canadense "é o terceiro maior doador de ajuda humanitária" e pediu que os caminhões de alimentos passem por terra para a Faixa de Gaza para que os pontos de distribuição "sejam um lugar onde as pessoas que precisam de alimentos possam obtê-los".
"Ao mesmo tempo, pedimos ao Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) que liberte todos os reféns (vivos) e os corpos (dos demais). Também pedimos ao Hamas que deponha as armas e garanta que não participará do futuro governo palestino", acrescentou o chefe da diplomacia americana.
Durante uma coletiva de imprensa após uma reunião do Partido Liberal governamental na cidade canadense de Edmonton (Alberta), ela lembrou que o Canadá reconhecerá formalmente a Palestina como um Estado no final do mês e garantiu que - desde o anúncio dessa medida - eles estão em "estreita colaboração" com a Autoridade Palestina para garantir a desmilitarização do enclave, eleições democráticas e programas educacionais e sociais, a fim de ter "um roteiro estabelecido para o futuro da Palestina".
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