Publicado 12/01/2026 08:14

A campanha presidencial em Portugal entra na reta final com quatro candidatos empatados

6 de janeiro de 2026, Lisboa, Portugal: Luís Marques Mendes (à esquerda) e André Ventura (à direita) conversam antes do início do debate dos onze candidatos à Presidência da República na RTP. A campanha presidencial decorre de 4 a 14 de janeiro e as eleiç
Europa Press/Contacto/Henrique Casinhas

MADRID 12 jan. (EUROPA PRESS) - A campanha para as eleições presidenciais em Portugal entra nesta segunda-feira na reta final, com quatro candidatos empatados na primeira volta, que se realiza neste domingo, para a qual se registaram cerca de 200.000 pessoas para votar antecipadamente, entre elas o atual chefe de Estado, Marcelo Rebelo de Sousa.

Rebelo de Sousa destacou neste domingo que é “uma enorme vantagem” poder votar antecipadamente para aqueles que “têm vidas complicadas” ou “estão constantemente viajando de um lugar para outro”.

No seu caso, explicou que optou por ir às urnas uma semana antes devido à visita prevista para o dia 18 ao seu homólogo estónio, Alar Karis. “É um direito que a democracia concede, e é uma pena desperdiçá-lo”, disse, salientando que “um, dois ou três” votos podem fazer a diferença.

Cerca de onze milhões de portugueses vão às urnas neste domingo, dia 18, para eleger o sucessor de Rebelo de Sousa, naquelas que serão as décimas primeiras eleições para designar o chefe de Estado desde a chegada da democracia a Portugal em 1976. Em caso de segundo turno, este será realizado a 8 de fevereiro. As últimas sondagens apontam para um empate técnico entre quatro dos onze candidatos, com apenas algumas décimas de diferença nos casos do socialista José Seguro, com 21,4% das intenções de voto, e do candidato apoiado pelo Partido Liberal, João Cotrim de Figueiredo, com 21,4%.

Em terceiro lugar aparece André Ventura, com 19,7% da intenção de voto dos eleitores portugueses. O líder do Chega chega a esta eleição tendo já conseguido colocar a extrema-direita como segunda força política do país, após a sua irrupção precisamente nas eleições presidenciais de 2021.

O líder do Chega tem diante de si um importante teste nestas eleições para culminar a sua chegada ao poder, com uma trajetória fulgurante de cinco anos, que o levou a ser o líder da oposição a Luís Montenegro, primeiro-ministro e líder do Partido Social Democrata (PSD).

Em quarto lugar aparece o almirante da reserva Henrique Gouveia e Melo, com 17,4% dos votos. Candidato independente, ele reconheceu que, caso chegue ao segundo turno, aceitará o apoio dos partidos. Para esta rodada, ele já conta com o apoio público de uma centena de figuras do governo, em detrimento de quem é seu candidato teórico, Luís Marques Mendes, quinto nesta lista.

Marques Mendes, com uma vasta trajetória no conservador Partido Social Democrata (PSD), foi relegado neste fim de semana pela primeira vez nas pesquisas e caiu para 14,5% dos votos dos eleitores portugueses. Ele protagonizou uma campanha na qual tentou mostrar-se independente do governo, embora ao mesmo tempo ciente de que sem os votos dos social-democratas é impossível chegar ao Palácio de Belém, como pretende. “Nem amigo nem adversário do governo”, repetiu neste domingo, no oitavo dia de campanha, durante o qual se ergueu como “o candidato da estabilidade”. Em relação ao pedido de voto para Gouveia e Melo por parte de uma centena de figuras próximas da coligação governamental, afirmou que também conta com o apoio de eleitores que historicamente optaram por outros partidos.

Na lista de onze candidatos, há apenas uma mulher, Catarina Martins, ex-coordenadora nacional do Bloco de Esquerda, que discursou na campanha a favor da justiça social, de uma democracia mais plural e de uma “esquerda sem complexos”. As pesquisas a colocam longe de qualquer possibilidade de vitória.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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