Publicado 16/07/2026 12:15

A Câmara dos Deputados italiana dá andamento a uma polêmica lei eleitoral promovida por Meloni

16 de julho de 2026, Roma, Itália: Alguns deputados exibem cartazes durante a sessão na Câmara dos Deputados para a votação final da lei eleitoral, Roma, 16/07/2026
Europa Press/Contacto/Francesco Fotia / Agf

MADRID 16 jul. (EUROPA PRESS) -

A Câmara dos Deputados da Itália aprovou nesta quinta-feira, em primeira votação, uma reforma da lei eleitoral promovida pelo governo da primeira-ministra Giorgia Meloni, que tem sido duramente criticada pela oposição, que alega que ela favorecerá a maioria governante nas futuras eleições.

A legislação — aprovada por 217 votos a favor, 152 contra e 2 abstenções — prevê um bônus de maioria para garantir a governabilidade, de modo que à lista ou coalizão que obtiver pelo menos 42% dos votos será atribuído um número fixo de cadeiras: 70 na Câmara dos Deputados e 35 no Senado.

Caso esse limite de 42% não seja atingido, o bônus de maioria não será concedido em nenhuma das duas câmaras italianas e os assentos serão distribuídos de forma equitativa entre as forças políticas que ultrapassarem a barreira mínima de 3%.

Para evitar excessos, a lei estabelecerá também um limite máximo de cadeiras para a lista ou coalizão vencedora: no máximo 220 cadeiras na Câmara dos Deputados e 113 no Senado, embora fiquem excluídos os representantes eleitos no exterior.

Sob esse novo esquema, os distritos eleitorais uninominais são suprimidos, passando a ser plurinominais. O cidadão não poderá mais votar em um candidato específico de sua localidade, mas terá que marcar diretamente a sigla do partido ou da coalizão, aceitando uma lista fechada de candidatos na ordem que as lideranças das formações tenham decidido previamente.

Além disso, a medida promovida pelo governo de Meloni propõe que as listas ou coalizões, ao apresentarem sua candidatura, indiquem o nome da pessoa que pretendem propor como candidato a primeiro-ministro, conforme informou o canal de televisão RAI.

Uma emenda rejeitada à legislação — que agora deverá ser encaminhada ao Senado — incluía uma alternância de gênero nas listas dos partidos, que começaria a partir do terceiro nome. Os partidos da oposição se mostraram críticos em relação a essa fórmula, exigindo que a alternância comece já no primeiro lugar da lista para garantir uma igualdade real nos cargos com maiores chances de conquistar uma cadeira.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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