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MADRID 6 mar. (EUROPA PRESS) -
A Câmara dos Deputados dos Estados Unidos deu "luz verde" na quinta-feira a uma resolução para reprovar o congressista democrata do Texas Al Green por interromper o presidente Donald Trump durante seu discurso no Congresso.
A resolução, que representa uma repreensão simbólica da Câmara e não implica em nenhum tipo de sanção, foi aprovada com 224 votos a favor e 198 contra. Dez democratas se juntaram aos republicanos na censura a Al Green.
Após a votação, a bancada democrata se levantou em apoio ao congressista texano e cantou "We shall overcome", uma canção de protesto sobre o movimento pelos direitos civis nos Estados Unidos, segundo a ABC.
O presidente da Câmara, o republicano Mike Johnson, disse pouco antes da votação, em uma mensagem publicada nas mídias sociais, que o "comportamento vergonhoso e ultrajante" do congressista democrata havia "desonrado o Congresso e os eleitores".
"Apesar de meus repetidos avisos, ele se recusou a parar com suas palhaçadas e fui forçado a expulsá-lo da Câmara", lembrou Johnson, acrescentando que o congressista democrata "violou deliberadamente as regras" da instituição.
Al Green, que estava usando uma gravata com a frase "Nós, o Povo" - o preâmbulo da Constituição - interrompeu o presidente Trump apenas quatro minutos depois que ele começou a falar ao Congresso e o repreendeu dizendo que ele não tinha poder para cortar o programa de saúde Medicaid, sacudindo sua bengala.
Apesar dos avisos de Johnson, que repetidamente pediu ordem, Al Green continuou a gritar com Trump e acabou sendo expulso da sala. O congressista democrata defendeu que "assumiria as consequências" de suas ações.
"Assumirei a punição, mas vale a pena deixar as pessoas saberem que há alguns de nós que se oporão ao desejo deste presidente de cortar o Medicaid, o Medicare e a Previdência Social", disse o político de 77 anos após ser expulso da Câmara.
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