Publicado 11/03/2026 19:46

A Câmara dos Deputados do México rejeita a reforma eleitoral da presidente Sheinbaum

A presidente mexicana Claudia Sheinbaum Pardo fala durante uma coletiva de imprensa sobre o primeiro acordo de colaboração voluntária com plataformas digitais para combater a violência contra as mulheres, no Palácio Nacional, em 11 de março de 2026, na Ci
Europa Press/Contacto/Luis Barron

MADRID 11 mar. (EUROPA PRESS) - A Câmara dos Deputados do México rejeitou nesta quarta-feira um projeto de lei para reformar a lei eleitoral, ao não obter a maioria qualificada necessária para sua aprovação, o que representa a primeira derrota da presidente do país, Claudia Sheinbaum, na Câmara dos Deputados.

A iniciativa promovida por Sheinbaum obteve 259 votos a favor, 234 contra e uma abstenção, 75 votos a menos do que os 334 necessários para a aprovação de uma reforma constitucional.

O projeto de lei incluía uma série de modificações, entre elas o corte de 25% do financiamento público para autoridades eleitorais e partidos políticos; a eliminação de 32 senadores e mudanças nas regras para eleger os deputados por representação proporcional na Câmara Baixa, além de proibir a reeleição consecutiva no cargo.

Os opositores à reforma — entre os quais se encontram o Partido do Trabalho (PT) e o Partido Verde Ecologista do México (PVEM), aliados do partido no governo — argumentaram que as mudanças no sistema de representação proporcional representam um risco particular para o sistema democrático, ao ajudar o partido governista Movimento de Regeneração Nacional (Morena) a reforçar sua posição dominante na política mexicana.

A derrota do projeto de lei não foi nenhuma surpresa, já que nas últimas semanas o PT e o PVEM deixaram claro que não o apoiariam, enquanto a formação de Sheinbaum não conta com a maioria de dois terços necessária para aprovar mudanças desse tipo. Nesse sentido, o líder do Morena na Câmara dos Deputados, Ricardo Monreal, afirmou em declarações à imprensa antes do debate parlamentar que “não conseguiremos uma maioria qualificada, e eu não sou mágico nem alquimista, sou realista”.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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