Publicado 28/05/2026 13:10

A Câmara dos Deputados do México aprova a anulação das eleições diante de evidências de interferência estrangeira

A ministra do Interior do México, Rosa Icela Rodríguez Velázquez, discursa durante sua participação perante os legisladores por ocasião do Primeiro Relatório sobre o Estado do Governo da presidente mexicana Claudia Sheinbaum Pardo, no Palácio Legislativo
Europa Press/Contacto/Luis Barron

Sheinbaum não descarta “uma intervenção estrangeira” nas eleições de 2027

MADRID, 28 maio (EUROPA PRESS) -

A Câmara dos Deputados do México aprovou nesta quinta-feira uma reforma constitucional que permite anular as eleições caso sejam comprovados atos de interferência estrangeira que influenciem os resultados, com 307 votos a favor, 128 contra e uma abstenção, antes de ser encaminhada agora ao Senado.

O debate na Câmara dos Deputados se prolongou durante toda a madrugada. Por fim, o texto contou com o apoio do partido governista Morena e de seus parceiros de governo, além da rejeição da oposição representada pelos históricos partidos PRI e PAN, bem como pelo Movimento Cidadão.

Para o autor da iniciativa, Ricardo Monreal, opor-se a ela é estar a favor de uma intervenção militar estrangeira no México ou de receber financiamento de governos estrangeiros para ganhar as eleições, ressaltando que o país não está isento de sofrer ingerência, daí a necessidade de estabelecer um freio constitucional.

Nessa linha, a presidente mexicana, Claudia Sheinbaum, também se manifestou nesta quinta-feira, em sua habitual coletiva de imprensa matinal. “Sim, sim, pode haver um risco de intervenção estrangeira nas eleições no México”, respondeu ela quando questionada sobre essa possibilidade nas eleições de 2027.

“Todos os mexicanos deveríamos concordar que não deve haver interferência estrangeira nas eleições no México”, sublinhou a presidente, rejeitando os ataques da oposição, que acusam o governo de querer se perpetuar no poder com essas manobras. “Nada mais falso do que isso”, disse ela.

Sheinbaum lembrou que há antecedentes de financiamento estrangeiro em organizações do país e citou o caso da Mexicanos Contra a Corrupção e a Impunidade, uma ONG que teria recebido fundos provenientes dos Estados Unidos. “No México, somos nós, os mexicanos, que decidimos quem nos governa”, concluiu.

No entanto, ela precisou que ainda resta estabelecer “de forma muito clara” na legislação como se comprova que houve financiamento ou intervenção estrangeira em uma eleição.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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