Publicado 23/09/2025 08:24

Câmara dos Deputados destitui o filho de Bolsonaro da liderança da minoria e interrompe sua tentativa de manter o mandato

Archivo - Arquivo - 20 de fevereiro de 2025, National Harbor, Maryland, Estados Unidos: Eduardo Bolsonaro fala durante o Dia 1 da Conferência CPAC 2025 no Gaylord Convention Center em National Harbor, Maryland, em 20 de fevereiro de 2025.
Europa Press/Contacto/Lev Radin - Arquivo

MADRID 23 set. (EUROPA PRESS) -

O presidente da Câmara dos Deputados do Brasil, Hugo Motta, anulou a nomeação do deputado Eduardo Bolsonaro como líder da minoria, um dia após a denúncia contra ele apresentada pela Procuradoria Geral da República por coação no processo judicial de golpe de Estado contra seu pai e ex-presidente, Jair Bolsonaro.

Motta tomou essa decisão uma semana depois que a oposição elegeu o deputado por São Paulo para essa posição, em uma tentativa de evitar que ele perdesse seu mandato por estar ausente da Câmara dos Deputados desde o final de fevereiro.

O filho de Bolsonaro está nos Estados Unidos desde então e expressou sua intenção de não retornar ao Brasil por medo de ser preso em vários casos relacionados à tentativa de golpe de 2022.

Para Motta, a incompatibilidade de liderar a minoria na Câmara com a permanência fora do Brasil é "evidente", pois essa posição "é ainda mais intensa" do que a de um simples deputado e envolve tarefas em que "a presença física do parlamentar é indiscutivelmente necessária".

"A ausência física do país o impede de exercer as prerrogativas e deveres essenciais de liderança, tornando seu exercício meramente simbólico e contrário às regras", justificou o presidente da Casa.

Em julho, sua licença da Câmara chegou ao fim e, desde então, ele vem tentando, sem sucesso, estender sua estadia nos Estados Unidos sem consequências para seu mandato como deputado.

Eduardo Bolsonaro é considerado um dos instigadores das ameaças tarifárias e das sanções que o governo Trump lançou contra o governo brasileiro e outros altos funcionários, como o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes, em retaliação ao julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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