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MADRID 31 ago. (EUROPA PRESS) -
O governador da província boliviana de Santa Cruz e figura da oposição, Luis Fernando Camacho, defendeu a necessidade da libertação da ex-presidente Jeanine Áñez, acusada de várias mortes durante a repressão aos protestos, aproveitando a reviravolta política de que o Movimiento Al Socialismo (MAS) ficou de fora do segundo turno das eleições presidenciais após o primeiro turno realizado em 17 de agosto.
"Não percam a fé. A justiça chegará em breve. Seu caso está sendo revelado pouco a pouco, ela deve permanecer firme, não deve baixar a cabeça. Esse grande teste que tivemos nos dá uma mensagem clara de que devemos mostrar aos cidadãos o que significa sair com nossa fé intacta, com honra e princípios sem ter negociado com o Movimiento Al Socialismo", argumentou Camacho no sábado em uma declaração publicada pelo jornal boliviano El País.
Áñez está em prisão preventiva, enquanto seus aliados políticos Marco Antonio Pumari e o próprio Camacho foram libertados em 29 de agosto. Camacho passou quase 1.000 dias na prisão de Chonchocoro sem sentença.
"Marco e eu temos uma grande amizade, tenho muito carinho por ele, Marco também sofreu a mesma perseguição. Neste momento, o importante é que Marco já recebeu sua liberdade, agora é a vez da ex-presidente Jeanine, que ela possa receber sua liberdade, é isso que queremos, e que a perseguição aos presos políticos acabe, que o revanchismo acabe", apelou Camacho.
O governador de Santa Cruz destacou as mudanças na justiça boliviana, que ele atribuiu a Rómer Saucedo, presidente do Tribunal Supremo de Justiça (TSJ). Camacho e Pumari foram acusados de liderar protestos violentos na região de Santa Cruz, historicamente hostil aos governos do Movimiento al Socialismo (MAS).
Áñez é acusado de ordenar uma repressão que deixou 37 pessoas mortas e mais de 200 feridas durante protestos pela saída do presidente Evo Morales, que, sob pressão das forças armadas e da oposição, acabou renunciando à sua vitória nas eleições de outubro de 2019 e, posteriormente, fugiu para o México.
Em 17 de agosto, o conservador Rodrigo Paz Pereira foi a primeira opção nas eleições presidenciais e disputará a presidência da Bolívia em 19 de outubro com o segundo candidato mais votado, o ex-presidente e também conservador Jorge 'Tuto' Quiroga.
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