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MADRID 12 maio (EUROPA PRESS) -
A Justiça argentina anunciou neste domingo a descoberta de caixas com "material destinado a propagar" o nazismo que chegaram ao país latino-americano em 1941 e que se encontravam na sede da Suprema Corte na capital do país, Buenos Aires.
Fontes do órgão judicial citadas pelo jornal 'La Nación' indicaram que as caixas foram encontradas durante a transferência de documentação antes da construção do futuro Museu da Suprema Corte. Os funcionários encarregados, ao abrir uma delas, identificaram em seu interior "material destinado a consolidar e propagar a ideologia de Adolf Hitler" na Argentina durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
De fato, de acordo com a Suprema Corte, em junho de 1941, 83 caixas chegaram ao país latino-americano enviadas pela Embaixada da Alemanha na capital japonesa, Tóquio, embora o material tenha sido apreendido pelas autoridades alfandegárias ao encontrarem cartões postais, fotografias e material de propaganda e milhares de livros de filiação ao Partido Nacional Socialista Alemão, considerando que poderiam colocar em risco a neutralidade da Argentina no conflito.
Como o caso envolvia outro país, um juiz no mesmo ano encaminhou o caso à Suprema Corte, o que explica por que as caixas foram descobertas em sua sede em Buenos Aires.
O presidente do tribunal, Horacio Rosatti, ordenou que o material fosse transferido para uma sala especialmente equipada em um dos andares do edifício, com medidas de segurança pesadas, pois o objetivo é realizar um inventário e "determinar se contém informações cruciais sobre o Holocausto e se as pistas encontradas podem esclarecer aspectos ainda desconhecidos, como a rota do dinheiro nazista em nível global", disse o Supremo Tribunal.
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