Publicado 25/08/2026 00:33

Cabello nega que a libertação de presos políticos seja objeto de debate no diálogo com a oposição

Archivo - Arquivo - 11 de setembro de 2018 - Caracas, Distrito Capital, Venezuela - Diosdado Cabello, vice-presidente do Partido Socialista Unificado (PSUV), é visto saudando apoiadores durante o comício... Março, convocado pelo vice-presidente do Partido
Europa Press/Contacto/Roman Camacho - Arquivo

MADRID 25 ago. (EUROPA PRESS) -

O ministro de Relações Internas, Justiça e Paz e secretário-geral do Partido Socialista Unificado da Venezuela (PSUV), Diosdado Cabello, afirmou nesta segunda-feira que a libertação de presos políticos no país “nunca” foram abordadas nas negociações iniciadas no início deste mês de agosto entre a Assembleia Nacional venezuelana e o Parlamento da oposição, constituído em 2015.

“Esses temas nunca foram discutidos nas mesas de negociação, jamais”, destacou o líder chavista em uma coletiva de imprensa, na qual acrescentou que a questão das libertações “não tem nada a ver com as ONGs” nem com o Foro Penal, outra ONG que mantém seu próprio registro de presos políticos libertados e ainda encarcerados.

Nessa linha, após afirmar que “uns ganham dinheiro e outros querem lucrar politicamente” com essa questão, Cabello ressaltou que os temas objeto de debate entre o governo e membros da oposição “têm sido muito claros”.

“Lá, cada um defende seu cantinho”, afirmou o líder do PSUV, garantindo que, em sua opinião, há membros da oposição que pedem a libertação de amigos e conhecidos que cometeram crimes, por exemplo, relacionados ao tráfico de drogas.

Com relação aos números de presos políticos libertados, a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, reiterou nesta segunda-feira o número divulgado há mais de uma semana: 1.406 pessoas desde a intervenção dos Estados Unidos no país no início do ano e no âmbito do chamado Programa para a Paz e a Convivência Democrática.

“Como resultado do Programa de Convivência Democrática e Paz, até o momento, 1.046 venezuelanos foram libertados, 12.000 pessoas receberam benefícios processuais e continuaremos avançando com responsabilidade”, afirmou a presidente em exercício, admitindo que ainda restam “problemas importantes a serem resolvidos”.

De acordo com o último balanço do Foro Penal, até o momento, apenas essa mesma ONG conseguiu comprovar a libertação de 78 presos políticos “desde 14 de agosto” deste ano.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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