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MADRID 28 jul. (EUROPA PRESS) -
O ministro do Interior e da Justiça da Venezuela, Diosdado Cabello, que também lidera a secretaria-geral do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV), destacou que “dialogar não significa capitular”, ao mesmo tempo em que insistiu na necessidade de que o levantamento das sanções que pesam sobre o país faça parte desse diálogo com a oposição.
“Já dissemos que conversamos com quem for. Dialogar não significa capitular. A oposição verá: estamos unidos em um único bloco”, afirmou Cabello em uma coletiva de imprensa na qual considerou que “esse processo de diálogo que foi convocado dividiu ainda mais” uma oposição fragmentada “em pedacinhos”.
As declarações do alto funcionário ocorrem poucos dias antes do início, no próximo dia 1º de agosto, das reuniões entre setores do governo e a Assembleia Nacional de 2015 — governo reconhecido pelos Estados Unidos até a captura do presidente Nicolás Maduro em uma operação militar no início de 2026.
Afirmando que o governo apresenta “uma única proposta” relacionada à “paz” na Venezuela, Cabello enfatizou que “o levantamento das sanções deve fazer parte desse diálogo”.
“Continuamos pedindo o fim de todas as sanções existentes contra o país, de todas elas, qualquer restrição que impeça o livre desenvolvimento da Venezuela como país soberano e independente. Essa é uma exigência que já vêm fazendo há bastante tempo”, afirmou ele.
Em relação ao referido processo que terá início em agosto, também se pronunciaram nesta mesma semana os líderes da oposição venezuelana María Corina Machado e Edmundo González, que deixaram claro que não farão parte dessas reuniões. Ambos alertaram que, embora não se coloquem como um “obstáculo” a “nenhuma iniciativa que produza avanços reais” para o país, farão uma avaliação em termos de “conquistas concretas e verificáveis” da mesma.
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