Publicado 24/08/2026 12:19

Burnham reitera o apoio “inabalável” à Ucrânia e condena as ameaças “indignantes” da Rússia

A primeira viagem ao exterior de Burnham como primeiro-ministro foi à cúpula da coalizão de voluntários realizada em Kiev

24 de agosto de 2026, Kiev, Ucrânia: O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskyy (à esquerda), entrega a Ordem da Liberdade ao primeiro-ministro do Reino Unido, Andy Burnham, durante a celebração oficial do 35º aniversário da restauração da independência
Europa Press/Contacto/Marianna Kotyk

MADRID, 24 ago. (EUROPA PRESS) -

O primeiro-ministro do Reino Unido, Andy Burnham, ressaltou nesta segunda-feira que o apoio à Ucrânia é “inabalável”, rejeitando as “indignantes” ameaças da Rússia a Londres pelo apoio prestado, depois de ter se tornado alvo de recentes ataques de Moscou por, segundo o Kremlin, incitar o conflito.

“Nosso apoio é inabalável, e é por isso que estou aqui: para enviar uma mensagem muito clara ao povo ucraniano no Dia da Independência. Estamos simplesmente dando continuidade ao que temos feito desde o início”, afirmou o líder britânico em declarações durante sua visita a Kiev, a primeira como primeiro-ministro, na qual se tornou o principal convidado nas comemorações do Dia da Independência do país.

Burnham ressaltou, assim, a continuidade do apoio prestado por seus antecessores desde os primeiros momentos da guerra, em 2022. “Estamos presentes desde o início, oferecendo esse apoio e respaldo, e agora esse apoio técnico se soma ao que vêm fazendo desde o início. E continuaremos fazendo isso; nada mudará isso”, afirmou.

Nesse sentido, diante das ameaças da Rússia de que Londres está participando da guerra e poderia se tornar um alvo militar, Burnham insistiu que foi a Rússia quem lançou o ataque militar em grande escala.

“Quem deu o primeiro tiro? Essa é a questão, não é? A Ucrânia não foi. A Rússia iniciou essa invasão ilegal, e isso está absolutamente claro. E a Rússia poderia interrompê-la a qualquer momento”, destacou ele, para ressaltar que Londres não será “um amigo que só está presente quando o tempo está bom”.

Dessa forma, e diante das ameaças proferidas por Moscou, ele enfatizou que se trata de “fazer a coisa certa e apoiar a Ucrânia quando ela precisar do nosso apoio”. “Foi o que fizemos no início do conflito e é o que continuo fazendo, dando continuidade ao que os primeiros-ministros anteriores fizeram”, resumiu ele, para ressaltar que seu governo manterá a relação “apesar das ameaças indignantes da Rússia” contra Londres.

COALIZÃO DE VOLUNTÁRIOS PARA A UCRÂNIA

A primeira visita de Burnham a Kiev, em sua primeira viagem internacional como primeiro-ministro, também foi marcada por uma reunião da coalizão de voluntários, um grupo internacional de apoio à Ucrânia, da qual outros líderes participaram por videoconferência.

Na reunião, o líder trabalhista insistiu para que os membros do grupo enviem mais mísseis interceptadores a Kiev para responder à onda de ataques russos, embora tenha reconhecido que os aliados da Ucrânia estão fazendo “tudo o que podem” para “recorrer às próprias reservas e ajudar outros a recorrer às deles”.

Após o encontro, em um comunicado conjunto, o grupo de aliados de Kiev reiterou “sua unidade e seu apoio contínuo à luta da Ucrânia para defender sua soberania, sua liberdade e sua integridade territorial”.

“Os líderes condenaram os ataques sistemáticos e cada vez mais intensos da Rússia contra cidades ucranianas, infraestruturas críticas e a população civil, que causaram o maior número de vítimas civis desde o início da invasão em grande escala em 2022, além de terem causado danos a um hospital infantil em Kiev na semana anterior”, indicou o comunicado, no qual também denunciam o ataque ao patrimônio cultural da Ucrânia.

Eles reiteraram sua intenção de aumentar a ajuda militar à Ucrânia, reforçar urgentemente sua defesa antiaérea, intensificar a cooperação com sua indústria de defesa e compartilhar tecnologias relevantes, inclusive por meio da coalizão “ad hoc” sobre mísseis balísticos. “Eles também se comprometeram a endurecer as sanções contra o complexo militar-industrial russo e contra aqueles que o apoiam”, afirma o comunicado.

Os líderes também concordaram com a urgência de fornecer assistência imediata ao setor energético da Ucrânia de vista ao próximo inverno, entre outras formas, por meio do Fundo de Apoio Energético para a Ucrânia, acrescentou o comunicado, que, no cenário pós-guerra, expressa a intenção dos aliados de continuar preparando a Força Multinacional para a Ucrânia para sua mobilização assim que for estabelecido um cessar-fogo credível.

Em um contexto ainda a ser definido, essa força seria mobilizada como parte de um conjunto mais amplo de garantias de segurança sólidas, vinculativas tanto política quanto juridicamente, para dissuadir futuras agressões contra a Ucrânia.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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