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MADRID 22 jul. (EUROPA PRESS) -
O novo primeiro-ministro do Reino Unido, Andy Burnham, anunciou nesta quarta-feira um preço máximo de duas libras (cerca de 2,34 euros) para a passagem de ônibus em todo o Reino Unido, uma medida com a qual busca amenizar o aumento do custo de vida no país.
“Por muito tempo, as pessoas diziam que o transporte mais barato não era uma opção. Não aceito isso. Já fiz isso antes e agora estou fazendo de novo: um teto de duas libras nas tarifas de ônibus para milhões de pessoas em todo o país”, afirmou o novo primeiro-ministro britânico em uma mensagem nas redes sociais.
Essa medida chega apenas um dia após o anúncio da redução, a partir de outubro, dos impostos sobre a conta de energia — uma primeira medida adotada por seu governo com o objetivo de melhorar a situação econômica das famílias britânicas.
Por sua vez, o ministro das Finanças, John Healy, explicou que esse limite será de duas libras para o sistema de transporte em todo o Reino Unido e se estenderá até o final de 2027. “Isso reduz as tarifas em um terço para milhões de pessoas”, afirmou. “É assim que começamos a construir uma nova economia, a criar nova esperança e a promover o progresso da classe trabalhadora em todo o país”, destacou.
Burnham chegou a Downing Street com o objetivo de mudar o modelo político e econômico dos últimos 40 anos no Reino Unido, ressaltando que o sistema deixou de lado muitos cidadãos e regiões. Em seu primeiro dia no cargo, ele falou em corrigir os “caminhos errados” tomados na década de 1980, em referência à era de Margaret Thatcher, quando “a política foi centralizada, a economia foi privatizada e amplas partes do país foram desindustrializadas”.
Com o objetivo de melhorar a situação financeira dos cidadãos comuns, o ex-prefeito de Manchester prometeu apresentar, ainda antes do final do ano, um plano para lançar um novo modelo para o Reino Unido com vistas à próxima década. Burnham assumiu as rédeas do governo nesta segunda-feira, após a renúncia de Keir Starmer, provocada pela crise de liderança interna, prometendo pôr fim à crise política que se instalou no país após o referendo do Brexit, há uma década.
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