MADRID, 23 jul. (EUROPA PRESS) -
O novo primeiro-ministro do Reino Unido, Andy Burnham, anunciou nesta quinta-feira uma redução de impostos para bares, boates e casas de shows no Reino Unido, em uma nova medida para reativar a economia e proteger um marco cultural britânico.
“Vou aplicar uma redução de 20% no imposto sobre atividades econômicas a milhares de bares, boates e casas de shows”, afirmou ele em uma mensagem nas redes sociais, sem revelar, por enquanto, o alcance da medida.
De qualquer forma, ele enquadrou essa iniciativa como uma tentativa de reativar esses espaços típicos da cultura britânica. “Não ficarei de braços cruzados enquanto esses espaços locais tão queridos desaparecem, substituídos por janelas fechadas com tábuas e placas de ‘Vende-se’”, acrescentou.
Nesse sentido, ela defendeu os pubs como o centro nevrálgico da cultura britânica. “Eles são o coração de nossas comunidades e já é hora de apoiá-los”, destacou.
Essa medida se soma a outros anúncios voltados para amenizar o aumento do custo de vida no Reino Unido, como a redução do IVA na conta de energia e o preço máximo de duas libras (cerca de 2,34 euros) para a passagem de ônibus em todo o Reino Unido.
Burnham chegou a Downing Street com o objetivo de mudar o modelo político e econômico dos últimos 40 anos no Reino Unido, enfatizando que o sistema deixou de lado muitos cidadãos e regiões do país, especialmente no norte da Inglaterra e na Escócia.
Em seu primeiro dia no cargo, ele falou em corrigir os “caminhos errados” tomados na década de 1980, em referência à era de Margaret Thatcher, quando “a política foi centralizada, a economia foi privatizada e amplas partes do país foram desindustrializadas”.
Por sua vez, a oposição, liderada pela líder dos conservadores, Kemi Badenoch, criticou o fato de Burnham ter assumido o governo “sem ter apresentado um plano claro para enfrentar nenhum dos problemas que o país enfrenta” e destacou que o Reino Unido não pode se endividar ainda mais e deve optar por cortar os gastos públicos, uma postura em claro contraste com os planos do novo “primeiro-ministro”.
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