Europa Press/Contacto/Marek Ladzinski
MADRID 14 jul. (EUROPA PRESS) -
O primeiro-ministro da Bulgária, Rumen Radev, afirmou nesta terça-feira que recusou o convite do presidente da França, Emmanuel Macron, para participar da reunião da coalizão de voluntários destinada a coordenar a ajuda à Ucrânia, insistindo que se trata de um fórum no qual “a Bulgária não tem lugar”.
“Pessoalmente, recebi um convite do presidente Macron para participar da chamada coalizão de voluntários, mas acredito que a Bulgária não tem lugar ali, pois não participamos de uma coalizão que insiste na assistência financeira e militar contínua à Ucrânia”, afirmou em declarações feitas na França, onde participa nesta terça-feira do desfile do feriado nacional francês em comemoração à tomada da Bastilha.
Nesse sentido, ele relembrou a posição de Sófia em relação à guerra na Ucrânia, ressaltando que o país não fornece esse tipo de assistência. “Acredito que a solução para esse conflito reside na via diplomática”, enfatizou, em declarações divulgadas pelo jornal búlgaro ‘Telegraph’.
Quanto à possibilidade de a Bulgária aderir à coalizão antimísseis formada por um grupo de dez países europeus no âmbito do grupo de apoio à Ucrânia, Radev destacou que as decisões relativas à segurança coletiva “são tomadas em outro âmbito”, referindo-se à OTAN e à UE, onde defendeu que a Bulgária “participa ativamente”. “Essas decisões são tomadas no âmbito da UE e da OTAN, onde a Bulgária tem peso e presença”, destacou.
Radev, um comandante da Força Aérea da Bulgária que anteriormente exerceu o cargo de presidente do país de 2017 a 2026, é considerado um político alinhado às posições do Kremlin e vem insistindo que a Bulgária não se envolverá no envio de ajuda militar à Ucrânia, enfatizando que, em vez disso, a Europa precisa contar com uma “solução autônoma” para o conflito.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático