PRESIDENCIA DE EL SALVADOR - Arquivo
MADRID 8 abr. (EUROPA PRESS) -
O presidente de El Salvador, Nayib Bukele, ofereceu nesta terça-feira ao seu homólogo colombiano, Gustavo Petro, o “transferência de 100%” da população carcerária do país que ele governa, dias depois de o morador da Casa de Nariño ter considerado que naquele Estado centro-americano existem “campos de concentração de população civil” formados por “pessoas presas por terem uma tatuagem ou por serem jovens”.
“Se, como o senhor afirma, existem ‘campos de concentração’ em nosso país, estaríamos diante de uma situação que não admite meios-termos, mas sim decisões firmes em favor da dignidade humana", afirmou o presidente salvadorenho em uma mensagem publicada em suas redes sociais, na qual sinalizou que "El Salvador está disposto a facilitar a transferência de 100% de sua população carcerária, incluindo os chamados presos políticos e qualquer outro caso que considere violar sua política de amor e vida".
Nessa declaração, Bukele lembrou que já havia apresentado “há algum tempo” uma “proposta semelhante” à ex-secretária de Estado dos Estados Unidos, Hillary Clinton, após as críticas dela ao sistema penitenciário salvadorenho.
“Esta é uma oportunidade histórica para consolidar seu legado como o libertador que estendeu a corda firme da Justiça, para tirar milhares do abismo da exclusão”, afirmou o presidente de El Salvador.
Vale lembrar que foi nesta última terça-feira que Petro criticou a existência de “campos de concentração de população civil” detida por “ter uma tatuagem ou ser jovem”, estabelecendo uma comparação com as “execuções oficiais na Colômbia para matar jovens, fazendo-os passar por guerrilheiros mortos em combate, quando eram jovens inocentes, inclusive com problemas mentais, recolhidos nos bairros populares das grandes cidades”, algo conhecido como “falsos positivos”.
“Isso se chama terrorismo e serve para conseguir apoio popular ignorante, e depois seguem os ciclos de vingança e mais mortes”, refletiu o líder colombiano para celebrar, em seguida, que “a taxa de homicídios está diminuindo” por meio da pacificação e “construindo a paz nas cidades e no meio rural”.
O polêmico modelo salvadorenho de mão dura contra o crime organizado impulsionado por Bukele chegou até mesmo a cruzar fronteiras e se estabelecer em outros pontos da América Central, como foi o caso da Costa Rica, país que, no início deste ano, inaugurou uma nova prisão semelhante ao controverso Centro de Confinamento do Terrorismo (CECOT) de El Salvador, para o qual os Estados Unidos enviaram membros de gangues e organizações criminosas em troca de pagamentos ao país.
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