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BRUXELAS, 15 jul. (EUROPA PRESS) -
A Comissão Europeia anunciou nesta quarta-feira que revisará as formas de financiamento europeu às quais as diversas federações esportivas têm acesso, depois que nove Estados-membros exigiram a exclusão do Comitê Olímpico Internacional (COI) dos fundos comunitários por readmitir a Rússia e a Bielorrússia nas competições.
No entanto, o Executivo comunitário esclareceu que “não financia o Comitê Olímpico Internacional de forma alguma” e que o COI não tem acesso a nenhum dos fundos comunitários, embora tenha admitido que, “dada a enorme quantidade de associações e organizações esportivas diversas”, não se pode descartar que elas possam ter acesso a financiamento da Comissão Europeia por outras vias.
“Isso é algo que, sem dúvida, vamos analisar, também à luz da carta. Teremos uma ideia mais clara do número total de associações esportivas na Europa que, em geral, têm acesso a financiamento”, afirmou a porta-voz da União Europeia, Anna-Kaisa Itkonen, em uma coletiva de imprensa em Bruxelas.
Ela se referiu a uma carta enviada por nove Estados-membros — Estônia, Dinamarca, Finlândia, Letônia, Lituânia, Países Baixos, Polônia, Romênia e Suécia —, na qual exigem que o comissário de Cultura e Esporte, Glenn Micallef, que o COI seja excluído do programa Erasmus e de outros fundos europeus, após ter permitido que a Rússia e a Bielorrússia retornassem às Olimpíadas.
“À luz das tendências recentes (...) solicitamos à Comissão Europeia que considere as medidas necessárias para garantir que as organizações cujas ações sejam incompatíveis com os valores da União Europeia não se beneficiem do financiamento da UE”, explicaram em sua carta.
A porta-voz da União Europeia insistiu que o Comitê Olímpico Europeu (COE) — que, de fato, recebe fundos comunitários — é “uma organização separada” e que “as diversas associações esportivas também são entidades independentes”, pelo que, em nenhum caso, a UE financia o COI.
Questionada sobre se deveria ser aberto um debate em nível europeu sobre um boicote aos Jogos Olímpicos caso se mantenha a decisão de permitir a participação da Rússia, ela respondeu que a Comissão está, de fato, aberta a “manter um debate e um diálogo com representantes das associações e federações esportivas”, mas que, de qualquer forma, essa é uma decisão que cabe aos países.
“Deixamos bem claro, em nível político, o que pensamos sobre os recentes acontecimentos no COI e em relação ao próximo grande evento do atletismo. Também deixamos claro que estamos muito dispostos a continuar nosso diálogo, mas nossa posição sobre esse assunto em particular é muito, muito clara”, concluiu Itkonen.
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