Publicado 07/07/2026 14:04

Bruxelas revisará este ano as normas de bem-estar animal para aves e propõe mudanças para o setor suinícola em 2027

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ISRA DE LA ARENA - Arquivo

BRUXELAS 7 jul. (EUROPA PRESS) -

A Comissão Europeia aprovou nesta terça-feira uma estratégia para a pecuária que prevê a revisão, até o final de 2026, das normas de bem-estar animal para galinhas poedeiras e frangos de corte, com medidas para apoiar a transição para sistemas sem gaiolas, reduzir o abate sistemático de pintinhos machos e exigir requisitos equivalentes para os produtos importados.

O roteiro, acompanhado de um Plano de Ação sobre Proteínas, prevê ainda uma proposta sobre bem-estar suíno em 2027, novas regras sobre vacinação contra doenças animais e a meta de aumentar de 25% para 35% até 2035 a proporção de rações para gado produzidas na UE.

Segundo Bruxelas, essas medidas respondem à pressão enfrentada por um setor que representa cerca de 40% do valor agregado agrícola da UE, devido ao aumento dos custos de produção, à volatilidade dos mercados, aos fenômenos climáticos extremos, surtos de doenças animais e a dependência de matérias-primas importadas — fatores que estão reduzindo a rentabilidade das explorações.

No que diz respeito ao bem-estar animal, a Comissão propõe que as futuras propostas legislativas se baseiem em critérios científicos e sejam acompanhadas de períodos de adaptação e apoio financeiro, com o objetivo de facilitar as mudanças nas explorações afetadas.

O Executivo comunitário também estudará como introduzir requisitos equivalentes para os produtos importados, especialmente no que diz respeito ao bem-estar animal, com o objetivo de evitar que os produtores europeus concorram com mercadorias produzidas sob padrões menos exigentes, sempre dentro das normas da Organização Mundial do Comércio.

A estratégia prevê, igualmente, a revisão das normas sobre vacinação animal com base na avaliação da Lei Europeia de Saúde Animal publicada nesta semana e no parecer científico da Autoridade Europeia para a Segurança Alimentar, em um momento — segundo indica a Comissão — marcado pelo surgimento de novos surtos e pelo reaparecimento de doenças que afetam o gado.

Bruxelas trabalhará ainda com o Banco Europeu de Investimentos (BEI) e outras entidades financeiras para estudar um instrumento específico de gestão de riscos que permita cobrir danos decorrentes de crises sanitárias e fenômenos climáticos extremos, no âmbito do próximo quadro financeiro plurianual da UE.

No âmbito ambiental, a Comissão propõe desenvolver uma metodologia comum para medir as emissões de gases de efeito estufa das explorações pecuárias, bem como ferramentas para reduzir a poluição, melhorar a gestão de nutrientes e apoiar práticas como a alimentação de precisão ou o uso energético de subprodutos.

MAIS PRODUÇÃO EUROPEIA PARA ALIMENTAR O GADO

A Comissão também aprovou um Plano de Ação com o objetivo de reduzir a dependência externa da UE na produção de rações. De acordo com dados do Executivo comunitário, o setor pecuário consome anualmente cerca de 74 milhões de toneladas de proteína, enquanto na safra de 2024/2025 as importações de matérias-primas com alto teor proteico totalizaram 13,4 milhões de toneladas.

Para diminuir essa dependência das compras em países terceiros, o plano prevê impulsionar o cultivo europeu de oleaginosas, leguminosas, soja e outras espécies proteicas, fortalecer as cadeias de transformação e armazenamento e promover novos mercados para essa produção, tanto para rações quanto para consumo humano.

A Comissão também propõe revisar as normas de comercialização para informar melhor os consumidores sobre a origem das proteínas nos produtos que compram, além de recorrer a campanhas de promoção, compras públicas e programas escolares para apoiar seu consumo.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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