Publicado 20/08/2026 08:39

Bruxelas ressalta “o dever” da Espanha de proteger os menores de Ceuta e pede a repatriação de “todos” os migrantes em situação irre

A Comissão ainda não recebeu nenhum pedido de ajuda ou de recursos do governo para auxiliar na gestão da crise migratória

Vários militares prestam apoio aos agentes da Polícia Nacional em Ceuta, em 10 de agosto de 2026, em Ceuta (Espanha). A cidade acolhe milhares de pessoas que aguardam o retorno, entre elas mais de 1.300 menores, enquanto os apelos divulgados nas redes
Gabriela Sardá Núñez - Europa Press

BRUXELAS, 20 ago. (EUROPA PRESS) -

A Comissão Europeia afirmou nesta quinta-feira que a Espanha tem o “dever” de garantir a proteção dos menores migrantes desacompanhados que cruzaram para Ceuta, ao mesmo tempo em que insistiu em sua “clara expectativa” de que todos os migrantes que entraram de forma irregular na cidade autônoma sejam devolvidos ao Marrocos.

“A proteção dos menores vulneráveis deve ser garantida. E isso é, naturalmente, um dever do Estado — neste caso, das autoridades espanholas — garantir tal proteção”, afirmou em uma coletiva de imprensa em Bruxelas o porta-voz da Comissão Europeia para Assuntos Internos, Markus Lammert.

Ele fez essa declaração ao ser questionado sobre o anúncio do governo espanhol de levar para a península 500 meninas menores de idade, informação que, conforme confirmou Lammert, a Comissão tomou conhecimento por meio de “notícias publicadas na mídia”, enquanto aguardam “receber mais informações” das autoridades espanholas “sobre seus planos”.

Nesse sentido, o porta-voz da Comissão reiterou a “clara expectativa” de que “todos os migrantes que entraram ilegalmente em Ceuta sejam devolvidos ao Marrocos”, o que inclui também os menores migrantes.

“A Comissão está trabalhando intensamente, tanto com a Espanha quanto com o Marrocos, para ajudar a garantir seu retorno ao Marrocos, no pleno respeito ao Direito da UE e ao Direito Internacional”, acrescentou Lammert, ressaltando a necessidade de que “os retornos ocorram de forma efetiva”.

Ele também mencionou a importância de Ceuta contar com controles de fronteira reforçados. “Precisamos garantir que isso aconteça. Os Estados-Membros também querem ver isso acontecer”, acrescentou, oferecendo novamente apoio a Madri e a Rabat para garantir que a fronteira seja mais segura.

“ATÉ O MOMENTO” NÃO RECEBERAM PEDIDO DE AJUDA DA ESPANHA

Por outro lado, questionado sobre se a Comissão recebeu algum pedido de assistência da Espanha em relação a Ceuta, o Executivo comunitário respondeu que está “trabalhando em estreita colaboração” com o governo espanhol “para ajudá-los a finalizar seu pedido”.

“Ainda não recebemos um pedido definitivo”, acrescentou o porta-voz de Assuntos Internos da Comissão, referindo-se à ajuda oferecida à Espanha por meio de recursos do Fundo de Asilo, Migração e Integração (FAMI) para financiar o acolhimento e a assistência aos migrantes que ainda permanecem em Ceuta, ou reforços de recursos das agências europeias Frontex, Europol e da Agência de Asilo da União Europeia (EUAA).

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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