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BRUXELAS 4 mar. (EUROPA PRESS) -
A Comissão Europeia reafirmou nesta terça-feira o compromisso da Europa com a ajuda militar à Ucrânia, depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ordenou a suspensão da ajuda militar à Ucrânia em meio a uma reaproximação com a Rússia e após o confronto com seu homólogo ucraniano, Volodymyr Zelenski, no Salão Oval.
"Acredito que o apoio inabalável da UE aos nossos amigos na Ucrânia continua sendo extremamente importante. Basta olhar para as quantias significativas de apoio financeiro que fornecemos à Ucrânia, e continuamos a fornecer, para ver que apostamos no que dizemos", disse o porta-voz da UE, Stefan de Keersmaecker, em uma coletiva de imprensa em Bruxelas.
Nesse sentido, ele destacou o apoio fornecido pela UE à Ucrânia, que chega a 140 bilhões desde o início da invasão russa, dos quais quase 50 bilhões em apoio militar ao exército ucraniano.
"Essa solidariedade continua sendo extremamente importante. Se uma coisa é extremamente clara, é que essa unidade continua muito forte em apoio aos nossos amigos ucranianos", argumentou, aludindo também ao plano apresentado nesta terça-feira pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, para aumentar os gastos com defesa entre os 27.
A presidente da UE anunciou nesta terça-feira um novo instrumento com o qual pretende mobilizar 150 bilhões de euros em empréstimos para aumentar os gastos com a defesa na União Europeia, no âmbito de um plano de rearmamento para alocar até 800 bilhões de euros para a defesa na próxima década.
ASSISTÊNCIA VIA SATÉLITE
Diante da possibilidade de que os Estados Unidos também cortem a ajuda de satélite para a Ucrânia na guerra contra a Rússia, um elemento fundamental para a operação de drones na linha de frente, Bruxelas explicou que está trabalhando para lançar a constelação de satélites IRIS, planejada para 2030, e, enquanto isso, opera o "GovSatCom", uma plataforma que reúne as capacidades de satélite dos Estados membros.
"A Ucrânia manifestou interesse nos benefícios do GovSatCom, e estamos analisando o assunto", disse o porta-voz de assuntos digitais da UE, Thomas Regnier.
No momento, Kiev está aguardando a iminente suspensão da ajuda militar dos EUA e, nesse contexto, estabeleceu contatos com parceiros europeus para "discutir opções", de acordo com um assessor da presidência ucraniana, Mikhail Podoliak, que, enquanto aguarda para saber "quais programas específicos deixarão de funcionar", já lembrou que Kiev tem a capacidade de "se adaptar".
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