Publicado 20/05/2025 08:48

Bruxelas propõe reforma para facilitar deportações como a da Itália para a Albânia

Archivo - Arquivo - 16 de outubro de 2024, Shengjin, Shengjin, Albânia: Chegada dos primeiros migrantes cujos pedidos de asilo serão processados na Albânia em vez de na Itália, acompanhados por funcionários do ACNUR, chegam aos centros construídos na Albâ
Armando Babani / Zuma Press / ContactoPhoto

Ele busca revisar o conceito de "terceiro país seguro", de modo que não seja mais necessário haver um vínculo entre o solicitante de asilo e o destino.

BRUXELAS, 20 maio (EUROPA PRESS) -

A Comissão Europeia apresentou nesta terça-feira uma proposta de base legal para que os Estados Membros tenham mais liberdade na hora de categorizar os "países terceiros seguros", um caminho que abriria a porta para acelerar as deportações de solicitantes de asilo e que prevê, entre outras coisas, que não precisa haver um vínculo entre o migrante e o lugar para o qual ele é transferido.

Bruxelas está enfrentando o desafio do Pacto sobre Migração e Asilo, que já propôs uma revisão sobre o assunto antes de junho de 2025, em um momento em que o debate está crescendo na UE sobre como gerenciar não apenas o fluxo de chegadas de migrantes, mas também as deportações.

A legislação atual da UE exige que as autoridades nacionais provem que há um vínculo entre um solicitante de asilo e um terceiro país no caso de deportações, mas a proposta da Comissão - que aguarda negociações entre o Conselho e o Parlamento Europeu sobre sua forma final - busca garantir que não seja necessário haver um vínculo.

A estrutura legal estipula que esse vínculo "não será mais obrigatório" e que seria suficiente que o estado-membro da UE em questão provasse isso em sua legislação interna, por exemplo, por meio de acordos como o que a Itália assinou com a Albânia ou o que o Reino Unido tentou concluir com Ruanda no passado.

Será suficiente provar que há "proteção efetiva" nesse terceiro país, embora Bruxelas, que não está propondo uma lista fechada de países, esclareça em seu roteiro que isso não pode afetar menores desacompanhados.

O plano também prevê que, a fim de "reduzir os atrasos processuais e evitar abusos", os recursos que possam ser apresentados contra considerações relacionadas a esse sistema não implicarão mais em uma suspensão "automática" dos procedimentos.

EM BUSCA DE UM SISTEMA "MAIS EFICIENTE

A vice-presidente do Comitê de Soberania Tecnológica, Segurança e Democracia, Henna Virkkunen, disse em uma declaração que, se a ideia for bem-sucedida, os países poderão gerenciar seus sistemas de asilo de forma "mais eficiente", garantindo "total respeito" aos direitos fundamentais e trabalhando com parceiros internacionais "confiáveis".

Na mesma linha, o Comissário para Assuntos Internos e Migração, Magnus Brunner, destacou que a revisão do conceito é "outra ferramenta" a serviço dos Estados, que "sofreram uma pressão migratória significativa na última década", embora em sua nota o executivo de Ursula von der Leyen não se refira a situações específicas.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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