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BRUXELAS 3 set. (EUROPA PRESS) -
A Comissão Europeia propôs aumentar o orçamento da UE para a Groenlândia para 530 milhões de euros para o período 2028-2034, mais do que o dobro dos 225 milhões de euros destinados para o ano atual, enquanto o presidente dos EUA, Donald Trump, ameaça assumir o controle do território.
O plano de Bruxelas é que a Groenlândia seja responsável por mais da metade do 1 bilhão destinado aos países e territórios ultramarinos no próximo quadro financeiro plurianual (MFF).
As mudanças propostas, que a UE-27 precisa aprovar por unanimidade, com o consentimento do Parlamento Europeu, visam atender aos objetivos da parceria entre a UE e os Países e Territórios Ultramarinos (PTUs).
"Acreditamos que este é um sinal político que reflete a crescente importância estratégica dos Países e Territórios Ultramarinos", disse o Comissário da Justiça da UE, Michael McGrath, em uma coletiva de imprensa, explicando que o financiamento aumentaria de 225 milhões de euros para 530 milhões de euros no próximo orçamento de longo prazo da UE "em torno de matérias-primas essenciais, energia e integração digital".
"Os 13 países e territórios ultramarinos fazem parte da família europeia. Nós os consideramos, sem dúvida, constitucionalmente vinculados aos Estados-Membros, à Dinamarca, à França e aos Países Baixos", enfatizou o Comissário, destacando que "eles representam a maior zona econômica exclusiva do mundo, dando à Europa um alcance marítimo global que poucos podem igualar".
A esse respeito, McGrath enfatizou que "na atual era de rivalidade sistêmica, eles são os postos avançados da Europa", com ênfase especial no caso da Groenlândia, já que "o Ártico ocupa um lugar especial por causa de sua história, seus recursos e seu peso geoestratégico".
Ele acredita que sua parceria com a UE "também é essencial para garantir o fornecimento de matérias-primas essenciais e o desenvolvimento sustentável no Ártico".
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