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BRUXELAS 13 nov. (EUROPA PRESS) -
A Comissão Europeia expressou nesta quinta-feira sua preocupação com o crescente número de processos judiciais na Turquia contra autoridades eleitas, após o pedido de 2.000 anos de prisão contra o prefeito deposto de Istambul, Ekrem Imamoglu.
"Estamos cientes da acusação feita contra o prefeito de Istambul. Observamos com preocupação o número crescente de ações judiciais contra autoridades eleitas da oposição, ativistas políticos, representantes da sociedade civil e do setor empresarial, jornalistas e outros desde o início deste ano", disse um porta-voz da Comissão Europeia à Europa Press.
Nesse sentido, Bruxelas enfatizou que, como país candidato a ingressar na União Europeia e como membro do Conselho da Europa, a Turquia deve aplicar "os mais altos padrões e práticas democráticas".
Ela lembrou que o relatório anual sobre o alargamento aponta para uma "regressão" na área do judiciário e dos direitos fundamentais na Turquia. "Os procedimentos legais e administrativos não devem ser usados para intimidar ou pressionar as vozes da oposição", disse, ressaltando que tais manobras minam a confiança do público na independência do judiciário e na democracia da Turquia.
Nesta semana, a promotoria pública da cidade turca de Istambul pediu uma sentença de mais de 2.000 anos de prisão para Imamoglu, que é acusado de corrupção e já foi condenado por insultar o promotor-chefe da cidade, Akin Gurlek.
O próprio Gurlek, a quem Imamoglu acusou de ter como alvo figuras da oposição ao abrir investigações supostamente motivadas por razões políticas, disse em um comunicado que as acusações incluem quase 4.000 páginas e envolvem cerca de 400 suspeitos.
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