BRUXELAS 29 abr. (EUROPA PRESS) -
A Comissão Europeia pediu nesta terça-feira uma maior preparação para desastres naturais e catástrofes, dizendo que sua estratégia é projetada para lidar com crises como o apagão sofrido pela Espanha e Portugal na segunda-feira, lembrando que o kit de sobrevivência é uma "ideia" para melhorar a preparação.
Em uma coletiva de imprensa em Bruxelas, após a falta de energia elétrica na Península Ibérica, a porta-voz da UE, Paula Pinho, insistiu que o apagão é uma "grande lição" para o futuro, indicando que esse tipo de crise é o motivo pelo qual o executivo da UE propôs sua estratégia de preparação, que há um mês gerou polêmica ao propor um kit de sobrevivência para as primeiras 72 horas de um desastre natural ou de uma guerra.
Reconhecendo a "escala sem precedentes" do apagão, o executivo da UE destacou a importância de colocar em prática medidas preventivas, exatamente um mês depois de ter apresentado o kit de sobrevivência.
"A preparação deve ser adaptada a cada estado-membro, o que significa que os estados-membros devem preparar seus cidadãos e elaborar sua estratégia", disse ele, ressaltando que há crises como enchentes, incêndios ou apagões aos quais alguns estados-membros estão mais expostos do que outros.
Eva Hrncirova, porta-voz da Crisis Management, insistiu que as causas da perda repentina do serviço de eletricidade na Espanha e em Portugal ainda não são conhecidas e disse que os protocolos necessários foram implementados para restabelecer a rede.
"Isso é o mais importante no momento. Obviamente, é necessário aprender as lições certas, portanto, tentaremos evitar essas situações e tomaremos medidas para evitar essas crises no futuro", acrescentou.
Com relação a isso, Hrncirova observou que "estar preparado é melhor do que ter uma surpresa ruim". Talvez esse tenha sido o caso de algumas pessoas na Espanha e em Portugal ontem, explicou a porta-voz, que, de qualquer forma, lembrou que o kit de sobrevivência "não é uma obrigação", mas uma "ideia" para aumentar o nível de preparação da população europeia diante de catástrofes.
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