Publicado 24/06/2026 08:11

Bruxelas pede mais recursos e poderes para a Europol e a Eurojust a fim de combater novos crimes transfronteiriços

Archivo - Arquivo - FOTO DE DIVULGAÇÃO - 15 de janeiro de 2025, Bélgica, Bruxelas: Henna Virkkunen, vice-presidente executiva da Comissão Europeia para a Soberania Tecnológica, Segurança e Democracia, fala durante uma coletiva de imprensa conjunta com Oli
Jennifer Jacquemart/European Com / DPA - Arquivo

BRUXELAS 24 jun. (EUROPA PRESS) -

A Comissão Europeia solicitou nesta quarta-feira uma nova revisão dos mandatos das agências de cooperação policial e judicial da União Europeia, a Europol e a Eurojust, para garantir que elas tenham mais poderes e recursos nos próximos anos para combater novas formas de crimes e terrorismo, incluindo o crime cibernético, a evasão de sanções europeias ou a violência de gênero.

O objetivo é “reforçar a capacidade da UE de proteger os cidadãos em um ambiente de segurança cada vez mais complexo e em rápida evolução”, argumentou a vice-presidente da Comissão Europeia responsável pela Soberania Tecnológica, Segurança e Democracia, Henna Virkkunen, em uma coletiva de imprensa acompanhada pelos comissários de Assuntos Internos, Magnus Brunner, e de Justiça, Michael McGrath.

Bruxelas alerta, assim, que o crime organizado está se tornando cada vez mais “sofisticado, digital e transnacional”, o que obriga a União a tomar medidas para se adaptar e garantir que tanto a Europol quanto a Eurojust estejam “preparadas para acompanhar o ritmo das ameaças em constante mudança”, conforme destacou McGrath.

Nesse contexto, a proposta para revisar os poderes das duas agências visa garantir maiores recursos e apoio operacional, não apenas com mais fundos e pessoal, mas também permitindo que a Eurojust, por exemplo, possa agir por iniciativa própria para identificar ligações entre casos, antecipar e decidir sobre a necessidade de coordenação, ajudar a resolver problemas de jurisdição ou apoiar as autoridades nacionais em uma fase inicial do processo.

A reforma — que agora deverá ser negociada pelo Conselho (governos) e pelo Parlamento Europeu para assumir sua forma definitiva — prevê também reforçar a participação da Eurojust em áreas emergentes da criminalidade, como a criminalidade cibernética, as violações das medidas restritivas da UE ou a violência de gênero.

Bruxelas também deseja que a Eurojust aprimore e reforce sua cooperação com a Europol e a Procuradoria Europeia (EPPO, na sigla em inglês), por exemplo, por meio de um novo sistema de informação que permitirá identificar facilmente as informações e os casos relevantes tanto para a Eurojust quanto para a Europol.

Outro ponto-chave para os serviços comunitários é “flexibilizar” a cooperação com países terceiros e permitir o fortalecimento do compromisso, por exemplo, enviando promotores de ligação em missão temporária à Eurojust.

Por outro lado, a Comissão defende uma revisão da ordem europeia de investigação, um procedimento rápido e padronizado para a obtenção transfronteiriça de provas de outros Estados-Membros em matéria penal. O objetivo é esclarecer os procedimentos e reduzir a burocracia e os problemas operacionais para facilitar sua aplicação.

Também introduz uma nova ordem europeia de participação à distância para permitir que suspeitos, acusados e vítimas participem remotamente de audiências judiciais penais em um Estado-Membro diferente.

Por fim, Bruxelas defende a atualização do Regulamento sobre a proteção de dados das instituições e órgãos da União, com o objetivo de permitir uma cooperação mais eficaz entre as instituições e os órgãos de justiça penal da UE, em particular ampliando-o para abranger a Procuradoria Europeia.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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