Publicado 01/04/2025 11:55

Bruxelas pede mais poder para a Europol e novas regras de acesso a dados criptografados contra o crime organizado

Archivo - HANDOUT - 15 de janeiro de 2025, Bélgica, Bruxelas: Henna Virkkunen, vice-presidente executiva da Comissão Europeia para Soberania Técnica, Segurança e Democracia, fala durante uma coletiva de imprensa conjunta com Oliver Varhelyi, comissário eu
Jennifer Jacquemart/European Com / DPA - Arquivo

BRUXELAS 1 abr. (EUROPA PRESS) -

A Comissão Europeia pediu nesta terça-feira uma revisão das regras comuns de segurança para reforçar os poderes das agências européias, como a Europol, ou para poder acessar dados criptografados em investigações criminais; medidas que integrarão uma estratégia "coordenada e corajosa" para enfrentar novas formas de ameaças do terrorismo ou do crime organizado como um todo, quando eles "se infiltram", por exemplo, em sistemas financeiros ou recrutam jovens vulneráveis pela Internet.

A vice-presidente da UE responsável pela Soberania Tecnológica, Segurança e Democracia, Henna Virkkunen, e o Comissário para Assuntos Internos, Magnus Brunner, apresentaram na terça-feira, em Estrasburgo (França), as principais linhas de um "roteiro" chamado "Protegendo a UE", com o qual se pretende reforçar a segurança nos próximos anos, mas cujas reformas detalhadas ainda não foram desenvolvidas.

"Nosso cenário de segurança mudou radicalmente. As ameaças agora são grandes, globais e cada vez mais on-line", disse Virkkunen em uma coletiva de imprensa, listando exemplos como máfias organizadas ou ameaças híbridas, reforçadas pela desinformação e sabotagem de infraestruturas importantes.

"Nenhum Estado-membro pode enfrentar isso sozinho", alertou o vice-presidente do executivo da UE, explicando a necessidade de novas regras que permitam "antecipar, detectar, prevenir e responder" a todas as ameaças.

Nesse contexto, o executivo da UE está empenhado em fortalecer o poder das principais agências europeias que atuam em uma área, a de assuntos internos, que é fundamentalmente de competência exclusiva dos Estados-Membros.

Assim, por exemplo, Bruxelas quer revisar o mandato da Agência Europeia de Cooperação Policial (Europol) para torná-la um órgão "verdadeiramente operacional" em investigações transfronteiriças de larga escala e em casos complexos que representem uma "séria ameaça" à segurança interna da União. Além da Europol, cujo comando já foi reforçado em 2022, Bruxelas está pedindo mais poderes para outros órgãos, como a ENISA, a Frontex e a Eurojust.

A Europol também deve poder trabalhar "mais estreitamente" com outras agências europeias, como a Eurojust ou a Procuradoria Europeia (EPPO), para promover a cooperação e a aplicação da lei, além de oferecer, por meio desses órgãos, mais meios aos estados-membros na luta contra o crime organizado ou o terrorismo, por exemplo, com mais recursos para forense digital, descriptografia, processamento de dados ou o uso operacional de tecnologias emergentes e inovadoras.

Durante a apresentação do programa na sessão plenária do Parlamento Europeu, o Comissário Brunner também mencionou a ideia de uma "nova diplomacia para a segurança", de modo que toda vez que a União Europeia conversar com países terceiros "a segurança esteja na mesa" para discussão e possa condicionar, segundo ele, políticas como vistos ou ajuda ao desenvolvimento.

ACESSO A DADOS

A Comissão Europeia anuncia as próximas reformas nas áreas de segurança cibernética e proteção de menores contra abusos, por exemplo, e outras ideias, como o estabelecimento de um sistema para comunicações críticas que permitiria a troca de informações confidenciais entre autoridades de diferentes países da UE.

O executivo da UE também pretende elaborar uma nova estrutura legal sobre o acesso a dados criptografados, que a vice-presidente Virkkunen prometeu apresentar "antes do final do ano", embora tenha evitado dar detalhes sobre o escopo da proposta porque os serviços da UE devem primeiro analisar "o que é tecnicamente possível".

De qualquer forma, disse Virkkunen, o objetivo é ter uma base legal para o acesso aos dados "sem corroer a segurança cibernética" e, ao mesmo tempo, garantir que a privacidade seja protegida e que o sistema seja suficientemente seguro para impedir o "acesso não autorizado" ao conteúdo.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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