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BRUXELAS 12 mar. (EUROPA PRESS) - A Comissão Europeia anunciou nesta quinta-feira que solicitou a Kiev o envio de uma missão de investigação da UE para verificar o estado do oleoduto Druzhba, a artéria mais importante para o transporte de petróleo russo para a Europa, que deixou de funcionar há vários dias após um ataque russo.
A notícia foi anunciada em uma coletiva de imprensa em Bruxelas pela porta-voz de Energia da Comissão Europeia, Anna-Kaisa Itkonen, que detalhou que o Executivo comunitário está mantendo “intensas conversas e contatos” com a Ucrânia para tentar consertar o oleoduto, cuja ruptura está levando a Hungria e a Eslováquia a acusar Kiev de sabotar o fornecimento de petróleo aos seus países.
“Posso informar que propusemos enviar uma missão para inspecionar o oleoduto na Ucrânia”, afirmou a porta-voz comunitária, que não deu mais detalhes sobre a operação, apenas que estão aguardando uma resposta das autoridades ucranianas.
O anúncio desta missão ocorre um dia depois de o primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, ter enviado uma delegação à Ucrânia para avaliar o estado do oleoduto Druzhba e negociar a sua reabertura, mais um motivo de atrito nas relações sempre tensas entre húngaros e ucranianos devido à guerra desencadeada pela Rússia.
A delegação é chefiada pelo secretário de Estado da Energia, Gábor Czepek, informou nesta quarta-feira o porta-voz do governo, Zoltan Kovacs, que detalhou que a negociação contará com um representante da Comissão Europeia, além das próprias autoridades energéticas ucranianas e do embaixador em Kiev.
No entanto, Kiev minimizou a importância dessa delegação, ironizando que, como qualquer turista proveniente do espaço Schengen, eles puderam entrar na Ucrânia sem necessidade de visto e, como não têm reuniões oficiais marcadas, não podem ser considerados como tal.
“Este grupo de pessoas não tem status oficial nem reuniões oficiais programadas no território da Ucrânia”, portanto, “é incorreto chamá-los de ‘delegação’”, disse o porta-voz ucraniano de Relações Exteriores, Heorhi Tiji.
TENSÕES ENTRE A UCRÂNIA E A HUNGRIA E A ESLOVÁQUIA A Ucrânia defendeu a necessidade de cortar o fornecimento de petróleo russo à Europa para prejudicar suas fontes de financiamento e, com isso, sua capacidade bélica. No entanto, a Hungria e a Eslováquia, principais beneficiárias dessas entregas através do Druzhba, alertaram que isso coloca em risco sua segurança energética.
No final de janeiro, as autoridades ucranianas denunciaram que um ataque russo a estas instalações em Leópolis as afetou de tal forma que tiveram de paralisar o fornecimento enquanto aguardavam a sua reabilitação. Orbán apelou publicamente ao presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, para que acelerasse os prazos.
Nos últimos dias, a Hungria confiscou bens do banco estatal ucraniano Oschadbank no valor de dezenas de milhões de euros, bem como nove quilos de ouro, na posse de sete dos seus trabalhadores quando atravessavam o território húngaro. Budapeste reconheceu que condicionava a sua devolução ao desbloqueio do Druzhba.
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