Publicado 30/07/2026 15:02

Bruxelas se oferece para reforçar o apoio à Espanha por meio da Frontex em Ceuta e exige que o Marrocos tome medidas imediatas

Archivo - Arquivo - 20 de maio de 2025, Berlim: Magnus Brunner, comissário da UE para Assuntos Internos e Migração, discursa no 28º Congresso Europeu de Polícia, no City Cube Berlin. O “Congresso Europeu de Polícia” é uma conferência internacional anual o
Bernd von Jutrczenka/dpa - Arquivo

BRUXELAS 30 jul. (EUROPA PRESS) -

A Comissão Europeia ofereceu nesta quinta-feira reforçar o apoio à Espanha com assistência financeira, técnica e operacional, inclusive por meio da Agência Europeia da Guarda de Fronteiras e Costeira (Frontex), para “controlar a situação” em Ceuta, ao mesmo tempo em que garantiu que mantém contato com as autoridades marroquinas para assegurar que adotem “medidas imediatas” que ponham fim às “travessias perigosas” rumo à cidade autônoma.

“A proteção das fronteiras externas da União é uma parte crucial de nossos esforços para combater a imigração irregular. Estamos em contato com as autoridades competentes diante da evolução da situação em Ceuta”, afirmou o comissário europeu de Assuntos Internos e Migração, Magnus Brunner, que explicou já ter comunicado ao ministro do Interior, Fernando Grande-Marlaska, a disposição da União em aumentar seu apoio.

Especificamente, Bruxelas propõe recorrer à Frontex, a agência europeia que presta apoio aos Estados-membros na vigilância e gestão das fronteiras externas da UE, como parte da resposta comunitária para ajudar a Espanha a gerenciar a pressão migratória na cidade, ao mesmo tempo em que mantém contatos com as autoridades marroquinas para tentar evitar novas travessias.

“Transmiti ao ministro Grande-Marlaska a disposição da UE de aumentar o apoio à Espanha, inclusive por meio da Frontex, para controlar a situação. Além disso, estamos trabalhando com as autoridades marroquinas para garantir que sejam envidados todos os esforços necessários para impedir essas travessias perigosas”, acrescentou.

Na mesma linha, fontes comunitárias indicaram que Bruxelas está “ciente dos últimos acontecimentos em Ceuta” e acompanha “de perto” uma situação que continua evoluindo, ao mesmo tempo em que ressaltaram que “combater a imigração irregular, proteger a integridade das fronteiras externas da União e evitar o abuso” do marco jurídico é “de extrema importância”.

Além disso, elogiaram a “estreita cooperação” entre a Espanha e o Marrocos para lidar com esses fluxos e “garantir o rápido retorno daqueles que entraram ilegalmente em Ceuta, de acordo com as normas aplicáveis”.

Além disso, Bruxelas insistiu que o Marrocos continua sendo um “parceiro fundamental e de confiança” do bloco em matéria de migração e destacou que ambas as partes intensificaram, nos últimos anos, a cooperação na gestão de fronteiras, no combate às redes de tráfico de pessoas e à migração, com o objetivo atual de elevar essa relação a uma parceria estratégica e integral.

A MAIOR CRISE MIGRATÓRIA DESDE 2021

A resposta de Bruxelas ocorre depois que, nesta quinta-feira, Ceuta sofreu a maior crise migratória desde maio de 2021, com a entrada, durante horas, de milhares de pessoas, em sua maioria jovens marroquinos, mas também famílias com mulheres e menores, que chegaram à cidade autônoma tanto nadando quanto contornando o quebra-mar do Tarajal e contornando a cerca da fronteira.

Diante dessa situação, o governo espanhol e o Marrocos concordaram em reforçar a coordenação para repatriar “o mais rápido possível” todas as pessoas que entraram de forma irregular, enquanto o presidente do Governo, Pedro Sánchez, garantiu que ambos os países estão trabalhando em conjunto para restaurar a normalidade, e o ministro do Interior, Fernando Grande-Marlaska, se deslocará até lá nesta sexta-feira para gerenciar a crise no local.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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