Wiktor Dabkowski / Zuma Press / Europa Press
Pede que se concentre no desenvolvimento de normas e padrões internacionais diante dos riscos de ataques cibernéticos
ESTRASBURGO (FRANÇA), 15 (EUROPA PRESS)
A vice-presidente executiva da Comissão Europeia para Soberania Tecnológica, Segurança e Democracia, Henna Virkkunen, considerou pouco realista a possibilidade de se chegar a um acordo global entre as principais potências para desacelerar o desenvolvimento da Inteligência Artificial, conforme solicitado pelo próprio setor.
“Não acho que seja muito realista pensar que, quando se trata de um desenvolvimento tão rápido, possamos chegar a algum tipo de acordo para dizer que agora vamos desacelerá-lo, porque sempre haverá alguém que queira impulsionar e realmente acelerar o desenvolvimento”, afirmou ela em um encontro com a imprensa, incluindo a Europa Press, no Parlamento Europeu, em Estrasburgo.
Por outro lado, Virkkunen enfatizou que é mais importante se concentrar em chegar a acordos internacionais sobre as “normas de segurança” relativas à Inteligência Artificial. “Os riscos que estamos observando com a IA estão relacionados principalmente à segurança cibernética”, afirmou, defendendo os planos lançados pela Comissão Europeia nessa área.
“Sabemos que esses modelos tão avançados são capazes de identificar vulnerabilidades em matéria de segurança cibernética em questão de poucas horas. E precisamos estar preparados para isso”, indicou, avaliando que o próximo risco representado pela IA é “biológico”.
A política finlandesa explicou, assim, que a comunidade internacional deve garantir que os modelos avançados de IA não caiam em mãos erradas, como redes terroristas, e por isso insistiu na necessidade de contar com “componentes de segurança e padrões internacionais”.
“Acho que é mais realista do que tentar chegar a um acordo para que todos diminuam o ritmo, pois acredito que, neste momento, o desenvolvimento dessas tecnologias simplesmente se acelerará nos próximos meses”, previu ela após o alarme causado pelo apelo do cofundador e diretor executivo da Anthropic, Dario Amodei, para diminuir o ritmo de desenvolvimento das capacidades dos modelos de IA.
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