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BRUXELAS 9 set. (EUROPA PRESS) -
A Comissão Europeia anunciou nesta quarta-feira que liberará 114,7 milhões de euros em fundos de emergência para ajudar a gerenciar a situação em Ceuta, onde permanecem vários milhares de migrantes que entraram de forma irregular vindos do Marrocos nos dias 30 e 31 de julho; além de garantir a disponibilidade da Frontex para reforçar seu apoio operacional.
“A situação em Ceuta colocou à prova nossa capacidade de resistência europeia e a segurança de nossas fronteiras externas. Desde o primeiro dia, a Comissão apoiou firmemente as autoridades espanholas na gestão da situação e ofereceu-lhes seu apoio. Hoje anunciamos um apoio europeu concreto adicional para atender às necessidades urgentes no local. Nossa prioridade continua clara: quem não tem direito de permanecer na área deve ser repatriado”, explicou o comissário de Assuntos Internos e Migração, Magnus Brunner, em um comunicado para anunciar a decisão de Bruxelas.
Quase um mês após a entrada em massa de migrantes vindos de Marrocos, em 28 de agosto, o governo solicitou formalmente à Comissão Europeia mais recursos para a triagem das pessoas que ainda permaneciam na cidade autônoma de forma irregular, além de 32 milhões de euros em fundos de emergência.
Após semanas de contatos entre Madri e Bruxelas para definir as necessidades reais e depois que a Comissão Europeia solicitou “esclarecimentos” ao governo sobre os pedidos de apoio, Brunner observou há alguns dias que estavam ocorrendo avanços significativos, após discutir a situação com o ministro do Interior, Fernando Grande-Marlaska, e o ministro da Política Territorial e Memória Democrática, Ángel Víctor Torres.
A decisão anunciada agora pelo comissário ocorre, além disso, um dia depois de o próprio Brunner ter recebido em seu gabinete em Bruxelas, separadamente, o presidente de Ceuta, Juan Jesús Vivas, e o ministro das Relações Exteriores, União Europeia e Cooperação, José Manuel Albares.
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